CPI do Banco Master ganha força após áudios de Flávio Bolsonaro
A pressão por uma CPI do Banco Master aumentou com áudios de Flávio Bolsonaro, ligando-o ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro. O futuro da investigação depende de articulações no Senado.

Brasília - A pressão política para a criação de uma comissão de inquérito (CPI) sobre o Banco Master está se intensificando no Congresso Nacional. Esse movimento foi impulsionado pela divulgação de áudios que envolvem o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), que é pré-candidato à Presidência da República, e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro.
Embora haja um aumento de discussões nas redes sociais sobre o tema, os parlamentares reconhecem que o avanço real da investigação dependerá de articulações complexas e da aprovação da cúpula do Legislativo. A situação se torna ainda mais intrigante à medida que o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), um político conhecido por seu pragmatismo, deve avaliar cuidadosamente os impactos institucionais antes de tomar qualquer decisão.
Recentemente, tanto aliados do governo quanto a oposição, incluindo Flávio Bolsonaro, passaram a apoiar publicamente uma investigação abrangente sobre as relações políticas e as operações financeiras do Banco Master. Entretanto, lideranças partidárias expressam preocupações sobre os desdobramentos que uma CPI pode trazer, já que frequentemente esse instrumento é utilizado para barganhas políticas, o que pode resultar em uma tramitação lenta do caso.
A articulação para investigar o Banco Master também se expandiu para a Câmara dos Deputados, onde a proposta de uma Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) está ganhando força. Duas frentes principais estão liderando a coleta de assinaturas: a governista e a de oposição. O deputado Rogério Correia (PT-MG) começou a reunir assinaturas para criar a CPMI focada no financiamento do documentário sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro, destacando que a situação pode envolver lavagem de dinheiro e abuso de poder econômico.
O senador Carlos Viana (PSD-MG) também está liderando um requerimento semelhante, afirmando que tanto Flávio Bolsonaro quanto o líder da oposição, Rogério Marinho (PL-RN), já assinaram o documento. Viana provocou os parlamentares, dizendo que agora é a hora de mostrar de que lado estão: “Quem não deve, não teme a CPMI”. O estopim para essa crise foi a revelação de mensagens de voz entre Flávio Bolsonaro e Daniel Vorcaro, onde o senador demonstrava preocupação com atrasos em pagamentos para a produção do filme 'Dark Horse', que retrata a trajetória de Jair Bolsonaro.
Fonte: D24AM