Crescimento da Produção Científica Feminina na Região Norte é Revelado em Estudo
Estudo da UFPA mostra aumento significativo da presença feminina na produção científica na região Norte, destacando conquistas e desafios enfrentados.

Uma dissertação defendida na Universidade Federal do Pará (UFPA) analisou a participação das mulheres na produção científica e revelou um crescimento na presença feminina. Este estudo, realizado por Caroline Corrêa Pinheiro, busca entender a atuação das docentes e pesquisadoras da UFPA, instituição que se destaca como a maior do Norte do Brasil.
Historicamente, o acesso das mulheres à educação formal foi negado ou limitado, e essa exclusão se torna ainda mais evidente nas diversas etapas de formação, desde o ensino básico até a pós-graduação. A presença feminina nas ciências, especialmente nas universidades, é fruto de uma luta lenta e repleta de barreiras sociais, econômicas e culturais, que na região amazônica se tornaram ainda mais complexas.
A dissertação, intitulada 'Mulheres na Ciência Regional: análise da presença na produção científica das docentes e pesquisadoras da Universidade Federal do Pará', foi desenvolvida com o intuito de valorizar o trabalho das mulheres na ciência e inspirar novas gerações de meninas e jovens pesquisadoras. Caroline destaca: “Eu queria falar sobre o gênero feminino, sobre essa questão e, ao mesmo tempo, trazer a questão do empoderamento.”
A metodologia utilizada para a pesquisa foi a análise de dados com o Software VOSviewer, permitindo uma avaliação clara das temáticas abordadas pelas pesquisadoras da UFPA. Caroline explica que optou por essa abordagem para garantir maior controle e precisão dos resultados, permitindo que a produção científica feminina fosse devidamente visibilizada.
Os dados revelados pela pesquisa são animadores: entre 2010 e 2013, foram publicados 859 artigos assinados por mulheres, representando 26% do total de publicações da UFPA nesse período. Nos quadriênios seguintes, a produtividade feminina cresceu para 34% entre 2014 e 2017 e chegou a 40% entre 2018 e 2021. Apesar da desigualdade ainda existente entre as áreas do conhecimento, a pesquisa aponta que a contribuição das mulheres é significativa, especialmente nas Ciências Biológicas e da Saúde.
Fonte: Portal Amazônia