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Cuidados Paliativos: Transformando a Medicina com Dignidade e Conforto

Os cuidados paliativos estão se tornando essenciais na medicina moderna, focando na qualidade de vida. Especialistas destacam a importância dessa abordagem humanizada.

Carlos Eduardo Lima2 min de leituracuidados paliativos, saúde, qualidade de vida
Cuidados Paliativos: Transformando a Medicina com Dignidade e Conforto
Foto: (Foto: Divulgação)

Manaus tem vivenciado avanços significativos na área da saúde, e uma questão crucial vem à tona: como garantir não apenas mais tempo de vida, mas também qualidade, conforto e dignidade aos pacientes? Nesse cenário, os cuidados paliativos têm se tornado cada vez mais relevantes, oferecendo uma abordagem humanizada e multidisciplinar.

A médica especialista em Cuidados Paliativos, Bruna Borges, ressalta que o conceito ainda é cercado por equívocos, principalmente pela associação com o fim da vida. Segundo ela, "Cuidado paliativo não é para quem está morrendo. Ele existe para garantir qualidade de vida nos casos de doenças progressivas e sem cura. É indicado em qualquer situação de diagnóstico de uma enfermidade grave, progressiva ou incurável, como câncer sem tratamento curativo e insuficiências orgânicas severas".

Bruna Borges, que também coordena o curso de Medicina da Afya Faculdade de Ciências Médicas de Itacoatiara, explica que a proposta dos cuidados paliativos é oferecer suporte ao paciente e à sua família em condições que ameaçam a continuidade da vida. O foco está no alívio do sofrimento em suas diversas dimensões: física, emocional, social, espiritual e familiar.

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De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), cerca de 56,8 milhões de pessoas no mundo necessitam de cuidados paliativos anualmente, mas apenas uma pequena parcela recebe essa assistência. A OMS considera o acesso a esses cuidados como parte fundamental dos sistemas de saúde, especialmente com o aumento da população idosa e das doenças crônicas.

Um dos grandes desafios é mudar a percepção de que os cuidados paliativos significam desistência ou ausência de tratamento. Bruna enfatiza que "ainda vivemos um modelo curativista que acredita que salvar o paciente é mantê-lo vivo a qualquer custo". Ela destaca que é preciso entender que esses cuidados não são sobre morrer, mas sim sobre viver com dignidade o tempo que resta.

Fonte: D24AM

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