Dado Villa-Lobos fala sobre seu novo álbum solo e legado da Legião Urbana
O músico Dado Villa-Lobos discute seu novo álbum 'O Que Você Quiser' e reflete sobre a relevância de canções da Legião Urbana no Brasil atual.

SÃO PAULO – O icônico tema ‘Que País É Este’, que Renato Russo compôs em 1978, permanece relevante até hoje. A canção, que foi lançada pela Legião Urbana em 1987, captura a angústia de um Brasil em crise, marcado pela superinflação e pela instabilidade política. Para Dado Villa-Lobos, guitarrista e compositor que colaborou com Renato na formação da banda, a mensagem da música continua atual, assim como boa parte do repertório da banda de Brasília.
Dado Villa-Lobos, influenciado pelo pós-punk de bandas como U2 e Joy Division, ajudou a moldar um novo cenário para o rock nacional com letras que falam das dificuldades enfrentadas no Brasil. Músicas como ‘Eduardo e Mônica’ e ‘Faroeste Caboclo’ se tornaram clássicos e até ganharam adaptações para o cinema. Quase 30 anos após a morte de Renato, Dado está se preparando para uma nova fase em sua carreira, focando em seu álbum solo após uma longa parceria com o baterista Marcelo Bonfá.
A relação entre Dado e Bonfá, que realizaram shows juntos desde 2015, está passando por uma pausa. Eles se reunirão novamente em agosto para uma apresentação especial no festival C6 no Rock, onde tocarão o álbum ‘Dois’ (1986) na íntegra. Villa-Lobos expressou sua frustração com a situação legal envolvendo o uso do nome Legião Urbana, que está estagnada devido a um recurso do filho de Renato Russo, Giuliano Manfredini, que busca a exclusividade da marca.
Aos 60 anos, Dado está lançando seu quarto álbum de estúdio, intitulado ‘O Que Você Quiser’, que estará disponível nas plataformas de streaming a partir de 28 de maio. Neste novo trabalho, ele reflete sobre a obscuridade da pandemia, contrapondo-a a momentos de alegria e esperança. A faixa ‘Dois Brilhantes’, que celebra o nascimento de seus netos gêmeos, conta com a participação de Tiago Iorc, enquanto a canção ‘Adeus Bem-vinda’ traz contribuições de Humberto Gessinger e Herbert Vianna.
Em uma entrevista recente, Dado comentou sobre a imagem que as pessoas têm de Renato Russo, sugerindo que muitos o veem como um gênio isolado, quando na verdade ele era uma pessoa simples e acessível. Dado também falou sobre sua conexão com a música e o legado da Legião, lamentando o prolongado processo judicial que ainda envolve a banda e afirmando que a essência de suas letras continua a ressoar com a realidade do Brasil de hoje.
Fonte: Amazonas Atual