Debate no Amapá destaca cultura e negócios para gerar renda local
Durante a ExpoFeira na Rede, painel discutiu a transformação de talentos em oportunidades econômicas na cultura do Amapá.

Nesta quarta-feira (12), a ExpoFeira na Rede, uma iniciativa da Fundação Rede Amazônica (FRAM), trouxe à tona discussões sobre como a cultura e a criatividade podem impulsionar a economia local do Amapá. O painel intitulado “Amapá que Gera Renda: Cultura, Criatividade e Negócios da Nossa Terra” reuniu artistas, empreendedores e representantes do setor empresarial, com foco em oportunidades e desafios da economia criativa no estado.
O evento ocorreu no Auditório da Secretaria de Estado do Desenvolvimento Rural (SDR), localizado no Parque de Exposições, e foi mediado pela jornalista Josi Paixão. A transmissão ao vivo foi realizada pelo g1 Amapá, Amazon Sat e Portal Amazônia, permitindo que um público maior tivesse acesso às discussões. O encontro enfatizou a necessidade de unir artistas, produtores e empresas, facilitando o acesso a mercados, tecnologia e capacitação.
Matheus Aquino, coordenador de Projetos da Fundação Rede Amazônica, afirmou que essa conexão entre os setores pode ser um motor para a economia local. “Discutir cultura, criatividade e inovação é também falar sobre geração de renda, oportunidades e desenvolvimento. O Amapá tem uma produção cultural e criativa muito rica”, destacou. Ele enfatizou que, ao unir esses setores, novas possibilidades podem surgir para fortalecer a economia local.
Jó Sales, fundado do Instituto Amazônia Criativa, ressaltou que a criatividade é uma ferramenta poderosa para solucionar problemas e criar novas oportunidades profissionais. Ele argumentou que, com o acesso atual à informação e ao uso da inteligência artificial, as pessoas têm mais chances de descobrir suas vocações. “Acreditar na sua criatividade é o primeiro passo”, disse Jó, convocando os presentes a filtrarem as informações disponíveis e explorarem as oportunidades.
Genário Dunas, ator e coordenador de Cultura do Sesc Amapá, destacou a força dos artistas locais, mas também apontou a necessidade de mais oportunidades para além dos editais. “O mercado não vive somente de editais. Poderíamos ter um calendário que oferecesse mais espaço para esses artistas”, sugeriu. Ele ressaltou que a formação contínua é crucial para que os artistas se adaptem às constantes mudanças do setor cultural, além de mencionar a importância das produtoras culturais e das leis de incentivo na recuperação de artistas afastados do mercado.
Fonte: Portal Amazônia