Defesa de Oruam busca revogar mandado de prisão por lavagem de dinheiro
O rapper Oruam tenta sair da condição de foragido com a defesa buscando revogar um mandado de prisão por lavagem de dinheiro. Ele já teve a prisão em outro caso revogada.

A defesa do rapper Mauro Davi dos Santos Nepomuceno, conhecido como Oruam, está empenhada em retirar seu cliente da condição de foragido da Justiça. Embora a prisão relacionada ao processo de tentativa de homicídio contra policiais civis tenha sido revogada, Oruam ainda é alvo de outra investigação que envolve uma acusação de lavagem de dinheiro.
O advogado Thiago Lopes confirmou à RECORD que há um mandado de prisão ainda vigente contra Oruam, expedido pela 1ª Vara Especializada do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro. “Atualmente, Mauro Davi ainda tem contra si um mandado de prisão expedido pela 1ª Vara Especializada do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, sob a acusação da suposta prática do crime de lavagem de dinheiro”, explicou Lopes.
A defesa do rapper espera que esse mandado seja revogado em breve, argumentando questões de justiça. A investigação que levou à acusação de lavagem de dinheiro teve início há quatro anos e girou em torno de conversas entre Oruam e sua mãe, Márcia Nepomuceno, que é também sua empresária, sobre assuntos financeiros.
O Ministério Público denunciou o rapper em maio deste ano, alegando que ele era um dos beneficiários de um esquema de lavagem de dinheiro vinculado ao Comando Vermelho. A mãe de Oruam, Márcia Gama, foi identificada como a gestora financeira do grupo e teve a prisão decretada, mas conseguiu reverter a decisão em recurso. Já o pai de Oruam, conhecido como Marcinho VP, mesmo estando preso, é considerado um dos líderes do CV e estaria envolvido na ocultação de patrimônio através de imóveis e estabelecimentos.
Em paralelo a essa situação, Oruam também enfrenta um processo relacionado ao ataque contra dois policiais civis, onde agora responderá por lesão corporal, desacato e outros delitos menores. O crime de tentativa de homicídio foi desclassificado pela juíza Tula Corrêa, que entendeu que não havia provas suficientes para incriminar o rapper nesse aspecto. O incidente ocorreu durante uma ação policial que visava apreender um menor na saída da casa do artista.
Fonte: D24AM