Delegado revela ao júri 'farsa ensaiada' em depoimentos do caso Henry
No segundo dia do júri do caso de Henry Borel, delegado expõe inconsistências nas versões dos réus sobre a morte da criança.

Rio de Janeiro, 26 de setembro de 2023 — Nesta terça-feira, teve início a fase de depoimentos no segundo dia do júri popular referente ao caso de Henry Borel. O delegado da Polícia Civil, Henrique Damasceno, responsável pela investigação, foi o primeiro a depor e apontou o que considerou uma ‘farsa ensaiada’ nas declarações dos réus após a morte do garoto.
Henry Borel, que tinha apenas 4 anos, faleceu em 8 de março de 2021. O menino foi levado ao hospital por sua mãe, Monique Medeiros, e seu padrasto, Jairo Souza Santos, conhecido como Jairinho. Ambos estão sendo processados por homicídio.
Damasceno relatou que o caso chegou à polícia inicialmente como um acidente doméstico. Ao investigar, ele solicitou uma perícia que revelou lesões no corpo da criança, contradizendo a versão apresentada pela mãe, que alegou que Henry costumava vomitar quando estava nervoso e que não apresentava machucados ao ser deixado no apartamento.
O delegado também mencionou o depoimento de Jairinho, que afirmou não ter realizado manobras de socorro devido à falta de experiência, apesar de ser médico. Embora as versões de Monique e Jairinho fossem consistentes entre si, as investigações indicaram indícios de crime, especialmente com a descoberta de mensagens de agressão no celular da babá.
Henrique Damasceno destacou que algumas mensagens foram apagadas, mas puderam ser recuperadas. Ele ressaltou a estratégia da defesa em treinar os réus e a babá para os depoimentos, e afirmou que os laudos médicos contradizem a alegação de que as lesões eram decorrentes de uma queda da cama. Para o delegado, as feridas eram tão graves que poderiam ter levado à morte da criança, e a equipe policial conseguiu demonstrar que a narrativa dos réus era uma encenação.
Fonte: D24AM