Deputado Adjuto Afonso assume presidência da Aleam com 19 votos a favor
Em uma sessão extraordinária, Adjuto Afonso foi eleito presidente da Assembleia Legislativa do Amazonas, com 19 votos a favor e 5 contrários, até janeiro de 2027.

MANAUS — Na última quarta-feira (15), os deputados estaduais do Amazonas se reuniram em uma sessão extraordinária e elegeram o deputado Adjuto Afonso (União Brasil) como o novo presidente da Aleam (Assembleia Legislativa do Amazonas). A votação foi decidida por uma ampla maioria, com 19 votos favoráveis e 5 contrários, e a nova presidência terá duração até 31 de janeiro de 2027.
A convocação para essa eleição foi uma exigência do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Flávio Dino, que suspendeu uma regra que permitia a Adjuto assumir automaticamente a presidência da Casa. Ele foi o único candidato inscrito para a posição, e apesar do forte apoio, a sua candidatura enfrentou a oposição dos deputados Alessandra Campêlo, Wilker Barreto, Rozenha, Mayra Dias, todos do PSD, além de Thiago Abrahim (MDB).
Durante a votação, a deputada Alessandra Campêlo expressou a posição do PSD, afirmando que consideraram a emenda que beneficiou Adjuto um “desgaste desnecessário”, já que ele já contava com o apoio da maioria. Segundo ela, a decisão de votar contra foi tomada para garantir a independência do Poder Legislativo, uma vez que o PSD não concordava com a forma como a presidência foi efetivada.
O deputado Rozenha também se manifestou, ressaltando que a Aleam não deve ser vista como um apêndice do governo, em referência à suposta interferência do governador Roberto Cidade. Ele pediu que Adjuto, ao assumir a presidência, reorganize a Casa e reestabeleça a autonomia dos deputados, afirmando que “a pauta da Assembleia Legislativa deve ser dos deputados”.
Após sua eleição, Adjuto Afonso agradeceu aos parlamentares e destacou que a Aleam deve ter uma postura de independência e diálogo. Ele afirmou: “Essa Casa certamente não será um puxadinho. Todos nós representamos parte da sociedade. Esse mandato será de diálogo com os senhores para que a gente possa continuar esse trabalho”. A eleição suplementar foi necessária depois que o STF determinou que a Assembleia seguisse o procedimento previsto no Regimento Interno da Câmara dos Deputados para preencher a vaga, após a vacância provocada pela posse de Roberto Cidade.
Fonte: Amazonas Atual