Deputados solicitam CPI para investigar Flávio Bolsonaro e banqueiro Vorcaro
Deputados do PT, PSOL e PCdoB pedem investigação sobre a relação entre Flávio Bolsonaro e o banqueiro Daniel Vorcaro, após revelações de um aporte milionário para filme.

Na última quarta-feira, 13 de setembro, deputados federais dos partidos PT, PSOL e PCdoB anunciaram que irão formalizar um requerimento à Receita Federal e solicitar a criação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar a conexão entre o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e o banqueiro Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master.
O pedido de investigação surge a partir de uma matéria publicada pelo site The Intercept Brasil, que revelou que Flávio teria negociado diretamente com Vorcaro um aporte de aproximadamente R$ 134 milhões para financiar um filme sobre a família Bolsonaro. O banqueiro, que está detido sob suspeita de liderar uma organização criminosa envolvida em fraudes financeiras, é o foco de uma análise mais aprofundada por parte dos parlamentares.
De acordo com os documentos e mensagens obtidos pelo Intercept, Flávio Bolsonaro é mostrado cobrando o banqueiro pelos pagamentos referentes ao financiamento do filme, que estava sendo produzido no exterior com uma equipe internacional. Em uma gravação, Flávio expressa a urgência do envio dos recursos para quitar “parcelas para trás”, destacando que o atraso poderia impactar negativamente o projeto.
Além do requerimento à Receita Federal, os deputados planejam apresentar uma denúncia à Polícia Federal (PF) para que seja iniciado um inquérito que investigue possíveis crimes na relação entre Flávio e Vorcaro. O deputado Pedro Uczai (PT-SC) questionou a legalidade da transferência de recursos, destacando que a origem do dinheiro deve ser esclarecida, especialmente levando em conta seu valor elevado.
Flávio Bolsonaro, por sua vez, confirmou sua relação com Vorcaro e o pedido de financiamento, mas enfatizou que se tratava de uma transação privada e não envolvia recursos públicos. Em sua defesa, ele alegou que procurou patrocínio privado para um filme sobre a história de seu pai e negou qualquer troca de vantagens indevidas. A situação levanta questões sobre a origem e a destinação do montante, que é considerado excessivo para um projeto cinematográfico.
Fonte: D24AM