Desafios da Zona Franca de Manaus: Avanços no Modelo Econômico no Mundo 4.0
O Centro da Indústria do Estado do Amazonas busca defender a ZFM em ação judicial e ressalta a necessidade de um novo modelo econômico adaptado à era digital.

A disputa entre São Paulo e a Zona Franca de Manaus (ZFM) é um conflito que se arrasta há muito tempo. O Centro da Indústria do Estado do Amazonas (CIEAM) protocolou um pedido para atuar como amicus curiae na Ação Civil Pública nº 1049079-37.2026.4.01.3400, movida pela FIESP, que questiona a Lei Complementar nº 214/2025. Essa lei é crucial para manter a competitividade da ZFM no cenário da Reforma Tributária.
Bruno Loureiro, presidente da Associação Comercial do Amazonas, destacou que a ACA também se unirá para defender a constitucionalidade dos créditos presumidos da ZFM. Ele enfatizou a importância de preservar a competitividade do modelo econômico que é a base da produção e da economia no Amazonas. A disputa não é nova, refletindo uma longa trajetória de desafios enfrentados pela ZFM desde sua criação.
Desde a sua fundação, a Zona Franca já enfrentou diversas dificuldades, especialmente durante as crises dos anos 1980 e 1990. Ao longo das décadas, a ZFM tem lidado com constantes ataques e questionamentos sobre a validade de suas políticas de incentivos. Apesar da importância desses incentivos para a economia local, a falta de reconhecimento do modelo produtivo amazonense por parte do complexo industrial brasileiro continua a ser um obstáculo.
Marx Gabriel, um empresário ativo no setor, comentou sobre a necessidade de o Brasil se adaptar às inovações tecnológicas. Ele observou que enquanto o país ainda debate a adoção de inteligência artificial, outros países, como a China, já avançam significativamente nesse campo. A Amazônia, embora tenha um polo industrial importante, ainda opera de forma periférica em relação aos principais centros de decisão global.
Antonio Azevedo, presidente do grupo TV LAR, ressaltou a importância de a população amazônida usufruir de forma sustentável o potencial econômico de sua biodiversidade. Ele apontou que a integração entre a ZFM, o Polo Industrial e a bioeconomia é fundamental para criar um novo modelo econômico que gere emprego e inclusão social. Azevedo destacou que as entidades de classe têm um papel estratégico na formulação de propostas que conciliem competitividade econômica com sustentabilidade ambiental.
Fonte: Portal Amazônia