Descubra a verdadeira história do Forte de Samaipata na Bolívia
O Forte de Samaipata, reconhecido pela Unesco, é na verdade um centro cerimonial, não uma fortaleza militar. Entenda sua verdadeira função e importância histórica.

O Forte de Samaipata, situado na Província da Flórida, no Departamento de Santa Cruz, na Bolívia, é um sítio arqueológico que foi declarado Patrimônio Mundial pela Unesco em 1998. Embora seu nome sugira uma fortaleza, ele não foi construído com essa finalidade, mas sim como um importante centro cerimonial, religioso, administrativo e político de diversas culturas pré-hispânicas.
Localizado a 2.000 metros de altitude, o sítio abriga uma colina repleta de esculturas em pedra, que representa o centro cerimonial da antiga cidade. Além disso, há um setor ao sul que funcionava como distrito administrativo e residencial, onde evidências de ocupações de diferentes povos foram encontradas ao longo de mais de mil anos.
O viajante Ruy viaja, em seu canal do YouTube, explica que o nome “El Fuerte” foi atribuído ao local por conquistadores espanhóis durante o período colonial, devido à sua localização elevada. No entanto, a principal função do Forte de Samaipata não era militar, mas sim a realização de rituais e atividades administrativas.
As escavações revelaram que o local começou a ser ocupado em torno do ano 300 d.C. por grupos da cultura Mojocoya, que iniciaram a escultura da imponente rocha de arenito vermelho, hoje um dos principais símbolos do lugar. Com o passar dos séculos, o sítio foi também ocupado pelos incas, que ampliaram suas funções administrativas, mantendo a rocha esculpida como foco de rituais religiosos.
Além de sua função cerimonial, o Forte de Samaipata ocupava uma posição geográfica estratégica, controlando rotas comerciais entre os Andes e a Amazônia. Durante a década de 1520, serviu como um baluarte contra ataques de guerreiros Chiriguanos. Com a fundação da nova cidade de Samaipata, o antigo assentamento perdeu importância militar e foi abandonado, mas permanece como um exemplo fascinante da integração entre tradições religiosas e administração política.
Fonte: Portal Amazônia