Desfile da grife Foz traz protesto político com a Constituição na passarela
A grife Foz, liderada pelo estilista Antônio Castro, encerrou seu desfile com um ato simbólico, apresentando a Constituição Federal em meio a uma coleção inspirada na saudade do lar.

Em um momento que ficará marcado na temporada de moda, a grife Foz, sob a direção do estilista alagoano Antônio Castro, encerrou sua apresentação com um ato político impactante. A modelo Mikaela Gomes, vestindo um longo branco, desfilou carregando a Constituição Federal, simbolizando um protesto em vésperas de um importante período eleitoral.
O estilista também fez questão de levar um exemplar da Constituição à passarela durante os agradecimentos finais, reforçando a mensagem do desfile. A capa do livro estava adornada com cristais e acompanhada por uma rosa vermelha, um gesto que foi calorosamente recebido pelo público presente, em um momento de intensos debates sobre possíveis mudanças no texto constitucional.
Conceito da Coleção
Intitulada Expresso Maravilha, a nova coleção da grife teve como tema a ideia de retorno para casa, inspirada em vivências passadas longe da terra natal. A apresentação trouxe referências ao cinema, em especial ao clássico Bye Bye, Brasil, exibindo projeções de estradas em movimento e tecidos que lembravam cortinas.
Antônio Castro explicou que o desfile buscou traduzir a saudade do lar em peças de vestuário. A passarela apresentou elementos que remetiam a almofadas, cenas de galinheiro, conchas de cama matelassadas e figuras de namoradeiras, enfatizando que as roupas são como uma casa que levamos conosco, proporcionando uma sensação de pertencimento.
Valorização do Artesanato
Além do forte apelo político e conceitual, o desfile também destacou a importância do trabalho manual e artesanal para a identidade da grife. Os tecidos em jacquard, feitos de algodão e viscose, reinterpretaram os padrões tradicionais de chita, repletos de cores vibrantes e estampas florais.
A produção das peças foi realizada no município de Timbaúba dos Batistas, na região do Seridó (RN), em colaboração com a Casa das Bordadeiras. Este grupo produtivo local conta com o apoio do Instituto Riachuelo, que há quatro anos promove a capacitação e valorização do artesanato regional, fortalecendo a cultura local.
Fonte: D24AM