Desmatamento nas margens de riachos reduz diversidade de peixes no Acre
Pesquisa aponta que a perda da mata ciliar interfere na diversidade de espécies de peixes em riachos do Acre. O estudo foi realizado entre 2019 e 2024 por biólogo da UFPA.

O biólogo Lucas Pires Oliveira, da Universidade Federal do Pará (UFPA), conduziu uma pesquisa que analisou a relação entre a perda da mata ciliar e a diversidade de peixes em riachos do Acre. O estudo foi realizado entre 2019 e 2024 e abrangeu 23 riachos localizados em duas reservas extrativistas, além de 12 riachos em uma área não protegida próxima a uma delas.
A pesquisa revelou que a degradação das matas às margens dos riachos afeta negativamente os ambientes aquáticos, levando ao desaparecimento de diversas espécies de peixes. A coleta de dados resultou na observação de 4.072 indivíduos pertencentes a 127 espécies diferentes.
Nos riachos das reservas extrativistas, foram identificadas 75 e 60 espécies, enquanto na área não protegida, que apresentou uma maior perda de vegetação, foram encontradas apenas 58 espécies. Esses dados demonstram claramente como a diversidade de peixes diminui em função da intensidade e duração do desmatamento nas margens dos cursos d’água.
O estudo foi publicado na revista Journal of Environmental Management em fevereiro deste ano e reforça a importância das matas ciliares para a manutenção da biodiversidade. Além disso, destaca a necessidade de medidas de proteção e preservação desses ambientes para garantir a sobrevivência das espécies aquáticas na região.
As matas ciliares desempenham um papel crucial em ecossistemas aquáticos, ajudando a regular a temperatura da água e proporcionando habitat e alimento para várias espécies. Portanto, a preservação dessas áreas é essencial não apenas para os peixes, mas para toda a biodiversidade da Amazônia.
Fonte: Portal Amazônia