Despesca de 2 Toneladas de Tambaqui Marca Sucesso em Boa Vista
A primeira despesca do Projeto Moro-Morí na Comunidade Truaru da Cabeceira gera renda e alimento para as famílias locais.

A última semana de setembro foi marcada por um importante evento na Comunidade Indígena Truaru da Cabeceira, onde a Prefeitura de Boa Vista realizou a primeira despesca do Projeto Moro-Morí. Essa ação, que faz parte de um projeto de piscicultura, resultou na retirada de mais de duas toneladas de tambaqui, com cada peixe pesando em média 2,7 quilos.
As famílias da comunidade que participaram do projeto vivenciaram um momento de celebração e trabalho, simbolizando o resultado de meses de dedicação e aprendizado. O 2º Tuxaua da comunidade, Kennedy Ângelo Amandes, de 39 anos, comentou sobre a importância dessa despesca, afirmando que “essa é uma iniciativa muito boa. Estamos gratos por esse momento, que garante o sustento das nossas famílias e de outras comunidades”.
Uma parte dos peixes retirados será utilizada para o consumo das famílias, enquanto outra será comercializada, gerando uma nova fonte de renda para a comunidade. Essa combinação de alimento e geração de renda faz do projeto Moro-Morí uma iniciativa significativa para o fortalecimento econômico e social dos moradores.
A despesca é a etapa final de um processo que envolve várias atividades ao longo do ciclo de produção, incluindo o manejo dos peixes e a preparação dos tanques. O secretário municipal de agricultura e assuntos indígenas, Cezar Rivas, ressaltou a importância do projeto, que visa melhorar a qualidade nutricional da alimentação das famílias, além de proporcionar suporte técnico e materiais desde o início.
Implantado em 2023, o projeto de piscicultura Moro-Morí já atende 16 das 17 comunidades indígenas de Boa Vista. Até o momento, comunidades como Ilha, Serra da Moça e Lago Grande já completaram seus processos de despesca, totalizando cerca de 16 toneladas de peixes. Esses números refletem as histórias de famílias que se tornaram mais ativas em atividades produtivas dentro de suas comunidades.
Fonte: Portal Amazônia