Divisões internas marcam eleições na ALEAM em meio à falta de apoio partidário
As eleições indiretas na ALEAM, programadas para 4 de maio, expõem divergências entre filiados e dirigentes partidários, com chapas sem apoio oficial. A candidatura de Roberto Cidade é a única com respaldo total.

A eleição indireta na Assembleia Legislativa do Amazonas (ALEAM), agendada para o dia 4 de maio, está evidenciando as tensões internas entre os filiados e as direções dos partidos políticos no estado. Até o momento, cinco chapas foram registradas para o mandato tampão, mas três delas, que incluem candidatos do PT, Novo, e da coligação PSDB/PL, não possuem o apoio formal de suas respectivas direções estaduais.
Essas candidaturas, lançadas de modo isolado, enfrentam uma desautorização pública, o que pode levar a possíveis impugnações. Apesar de o edital permitir o registro inicial das chapas, a Constituição garante a autonomia decisória das legendas, o que levanta questões sobre a legitimidade dessas candidaturas. A presença dessas chapas pode, assim, se tornar meramente simbólica, sem influência política real.
Por outro lado, a chapa liderada por Roberto Cidade, do União Brasil, que tem Serafim Corrêa, do PSB, como vice, se destaca como a única a contar com o respaldo total do partido. Essa candidatura parece estar se configurando como um consenso dentro da ALEAM, com uma articulação sólida entre a maioria dos deputados estaduais, o que sugere um cenário favorável para a aclamação.
A estabilidade e a união em torno do nome de Roberto Cidade para o cargo executivo refletem um alinhamento interno que pode ser decisivo na votação. A expectativa é de que, com esse apoio, a chapa consiga uma vantagem significativa sobre as outras que estão operando sem a devida autorização de suas direções partidárias.
Essas dinâmicas políticas e suas implicações para o futuro da Assembleia Legislativa do Amazonas ilustram a complexidade do cenário político atual. A eleição de um novo representante através deste processo indireto não apenas impactará a ALEAM, mas também pode influenciar a política no estado como um todo, à medida que as alianças e desavenças internas continuam a se desenrolar.
Fonte: D24AM