Dólar fecha a R$ 5,11 e bolsa recua em meio a tensões internacionais
O dólar teve leve alta, enquanto o Ibovespa encerrou em queda, refletindo a tensão no Oriente Médio e o impacto em ações de tecnologia.

Na última sexta-feira, dia 17, o dólar encerrou o dia com uma leve alta, cotado a R$ 5,111, após atingir uma máxima de R$ 5,133 durante a manhã. O aumento foi impulsionado pela aversão ao risco dos investidores, devido à escalada do conflito entre Estados Unidos e Irã, que elevou a busca por ativos mais seguros, como a moeda norte-americana.
Em contrapartida, o Ibovespa, principal índice da B3, interrompeu uma sequência de três semanas de ganhos e registrou uma leve queda de 0,06%, fechando a 173.714,08 pontos. Apesar de ter operado em alta durante parte do pregão, o índice perdeu força com o avanço dos juros futuros e a queda nas ações de empresas ligadas ao consumo.
A alta do petróleo, que subiu quase 5%, ajudou a amenizar as perdas da moeda brasileira e impulsionou as ações da Petrobras. Contudo, esse avanço não foi suficiente para evitar a queda do índice B3, que teve as ações de bancos recuando em bloco, enquanto setores como varejo, construção civil e educação enfrentaram as maiores baixas do dia.
Além da tensão geopolítica, os investidores também monitoraram a desaceleração da atividade econômica no Brasil, conforme indicado pelo IBC-Br de maio. A pressão adicional sobre o mercado veio do aumento das tarifas dos Estados Unidos sobre produtos brasileiros, que ainda está sendo avaliada pelos investidores.
No cenário internacional, as ações de empresas de tecnologia, especialmente aquelas ligadas à inteligência artificial, também enfrentaram quedas, contribuindo para um ambiente de venda em massa. O aumento nos preços do petróleo, com o barril Brent encerrando a US$ 88,10 e o WTI a US$ 82,49, reflete preocupações sobre possíveis interrupções no transporte marítimo pelo Estreito de Ormuz, o que pode impactar a inflação global e as expectativas sobre a política monetária.
Fonte: D24AM