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Dor Persistente: Quando o Desconforto se Torna um Alerta para a Saúde?

A dor é uma resposta natural do corpo, mas quando se torna persistente, pode indicar problemas mais sérios. Especialistas alertam sobre a importância de buscar ajuda médica.

Ana Beatriz Souza2 min de leiturasaúde, dor crônica, fisioterapia
Dor Persistente: Quando o Desconforto se Torna um Alerta para a Saúde?
Foto: (Foto: Reprodução)

A dor é uma parte intrínseca da experiência humana, frequentemente surgindo após traumas, cirurgias ou infecções. Nesses casos, o desconforto é visto como uma resposta normal do corpo. Contudo, quando a dor persiste por dias ou até meses, ela deixa de ser um simples incômodo e se transforma em um sinal de alerta.

A professora Sheila Ramos, que leciona no curso de Fisioterapia da Afya Faculdade de Ciências Médicas de Manacapuru, afirma que a dor contínua é um dos principais indicadores de que algo está errado. Ela recomenda: “Quando a dor continua por dias ou meses, é importante procurar um profissional de saúde para uma avaliação”, alertando que ignorar o problema pode acarretar consequências mais graves.

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), cerca de 30% da população mundial sofre com dor crônica, que não só afeta a qualidade de vida, mas também está ligada a problemas como ansiedade e depressão. Uma revisão feita pela Escola de Medicina da Universidade Johns Hopkins revela que até 40% das pessoas com dor crônica também enfrentam estas condições emocionais. No Brasil, o cenário é preocupante, pois dados do Ministério da Saúde mostram que 37% dos brasileiros com mais de 50 anos convivem com dor crônica.

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A dor é classificada como crônica quando persiste por mais de três meses, e seu tratamento é geralmente mais complicado. Entre as dores frequentemente ignoradas, estão as de cabeça, nas costas, musculares, articulares e abdominais. Apesar de comuns, esses sintomas podem evoluir e impactar significativamente a qualidade de vida das pessoas.

A médica Bruna Borges, especialista em cuidados paliativos e coordenadora do curso de Medicina da Afya Faculdade de Ciências Médicas de Itacoatiara, destaca o conceito de “dor total”, que considera a dor sob múltiplas dimensões: física, emocional, social e espiritual. “A dor não é um sintoma isolado. Ela envolve diversas interações que podem intensificar o desconforto”, explica. Portanto, é essencial abordar cada caso de maneira individualizada, levando em conta a história do paciente e o impacto que a dor tem em sua vida.

Fonte: D24AM

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