El Niño pode intensificar desastres em 1/3 dos municípios brasileiros
A CNM alerta que 2.095 municípios estão em situação crítica devido ao El Niño. Medidas preventivas são essenciais para evitar tragédias.

Com as previsões indicando que o fenômeno climático El Niño será mais intenso em 2026, a Confederação Nacional de Municípios (CNM) emitiu um alerta sobre a necessidade urgente de reforçar as medidas de prevenção a desastres naturais. Dos 5.569 municípios em todo o Brasil, 2.095 (37,6%) estão classificados como estando em situação crítica, o que os torna mais vulneráveis a eventos como deslizamentos, alagamentos, enxurradas e inundações.
De acordo com um levantamento feito pelo Serviço Geológico do Brasil (SGB), que foi analisado pela CNM, foram identificadas 17.862 áreas de risco no país, das quais 5.593 são consideradas de risco muito alto e 12.269 de risco alto. Nessas regiões, residem aproximadamente 4,6 milhões de pessoas e estão localizadas 1,7 milhão de casas.
O presidente da CNM, Paulo Ziulkoski, ressaltou a importância de ações coordenadas entre a União, estados e municípios para mitigar as perdas que a população pode sofrer. Ele afirma que “é necessário investir na prevenção de desastres com medidas como limpeza de esgoto e armazenagem de água potável”, enfatizando que já existe um diagnóstico preocupante que requer ação imediata.
Os efeitos do El Niño, que incluem altas temperaturas e chuvas intensas, podem resultar em sérios problemas para a saúde pública e no abastecimento de água. Para auxiliar os municípios, a CNM tem orientado os gestores a se unirem com outros níveis de governo e focar em cenários de risco já identificados, que são cruciais para a segurança da população.
Uma pesquisa recente da CNM revelou que 62% dos municípios têm baixa capacidade de enfrentar eventos climáticos extremos, como inundações e secas severas. Além disso, mais da metade (55%) não possui sistema de alerta e alarme, enquanto 27% não têm ações efetivas em gestão climática e prevenção de desastres. A CNM também defende a aprovação da PEC do Clima (PEC 31/2024), que poderia garantir cerca de R$ 30 bilhões para ações de gestão ambiental e adaptação climática.
Fonte: Portal Amazônia