Empregada doméstica grávida sofre tortura brutal pela patroa em São Luís
A Polícia Civil investiga a agressão de uma doméstica grávida de 23 anos, que foi torturada pela patroa em Paço do Lumiar. O crime foi registrado no dia 17 de abril e gerou grande repercussão após áudios da agressora serem divulgados.

São Luís - Um caso alarmante de agressão a uma empregada doméstica de 23 anos, que se encontra grávida de seis meses, está sob investigação da Polícia Civil do Maranhão. A vítima, identificada como Samara Regina, foi brutalmente agredida e ameaçada de morte pela sua patroa, em um incidente que ocorreu no município de Paço do Lumiar, parte da região metropolitana de São Luís.
O crime, que aconteceu no dia 17 de abril, teve início após a patroa, Carolina Sthela Ferreira dos Anjos, acusar Samara de ter furtado uma joia. De acordo com as investigações lideradas pelo delegado Walter Wanderley, da 21ª Delegacia de Polícia Civil de Araçagi, a vítima foi submetida a diversas sessões de tortura física e psicológica dentro da residência onde trabalhava e morava.
Entre os atos de violência, Carolina arrastou Samara pelos cabelos, desferiu coronhadas e a forçou a ficar de joelhos. O caso se agrava com a participação de um comparsa armado, ainda não identificado, que chegou a colocar uma arma na boca da vítima, intensificando o clima de terror.
A empregada doméstica havia aceitado um contrato temporário de um mês para conseguir recursos e comprar o enxoval do seu bebê. A situação ganhou notoriedade quando a própria agressora enviou áudios em um grupo de WhatsApp, onde confessava e zombava das agressões. Em uma das gravações, Carolina declara: "Dei tanto nessa mulher, eu dei tanto que até hoje minha mão está aqui inchada" e acrescenta que a vítima não deveria ter saído viva.
Além das agressões, Carolina mencionou que foi abordada por uma viatura da Polícia Militar no dia do crime, mas foi liberada por um policial que a conhecia, mesmo após advertências sobre os hematomas visíveis na vítima. O delegado Walter Wanderley afirmou que o nome desse policial será enviado à Corregedoria da Polícia Militar para investigação. Após conseguir escapar e buscar socorro de uma vizinha, Samara foi submetida a exames que confirmaram a gravidade de suas lesões. O caso foi qualificado pela Polícia Civil como tortura e lesão corporal gravíssima, com risco de aborto. O delegado planeja solicitar a prisão preventiva da patroa e as investigações continuam para localizar e prender o comparsa envolvido.
Fonte: D24AM