Empresários pedem debate técnico sobre a escala 61 após eleições
Em reunião com Davi Alcolumbre, empresários solicitaram que discussão sobre a escala de trabalho 61 ocorra de forma técnica, preferencialmente após o pleito eleitoral.

BRASÍLIA – Nesta terça-feira (26), empresários se reuniram com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, e líderes partidários para discutir a atual escala de trabalho 61. A principal solicitação feita durante o encontro foi que a discussão sobre o tema seja realizada de maneira técnica e, preferencialmente, após as eleições.
O debate sobre a escala de trabalho 61, que estabelece seis dias de trabalho e um de descanso, está atualmente em pauta na Câmara dos Deputados. As propostas em análise incluem a substituição pela escala 52, que prevê cinco dias de trabalho seguidos de dois dias de repouso, além da redução da jornada máxima semanal, que hoje é de 44 horas.
Dentre os projetos que abordam essas mudanças, destacam-se o PL 1.838/2026, enviado pelo governo, e duas propostas de emenda à Constituição: a PEC 8/2025, da deputada Erika Hilton (PSOL-SP), e a PEC 221/2019, do deputado Reginaldo Lopes (PT-MG). A expectativa é que, ainda nesta semana, o relatório da Câmara sobre as duas PECs seja votado.
Paulo Skaf, presidente da Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo), criticou aqueles que utilizam os interesses da população para campanhas políticas. “O que se pede? Vamos sair desse período eleitoral, vamos discutir isso com a profundidade que seja verdadeira e necessária”, defendeu Skaf.
Ricardo Alban, presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), ressaltou que a intenção da visita não foi questionar as propostas, mas sim buscar uma solução que beneficie todas as partes envolvidas. Alban alertou que as alterações em discussão podem resultar em um aumento nos preços entre 6% e 8%, e enfatizou a necessidade de discutir o assunto de forma séria e cuidadosa.
Fonte: Amazonas Atual