Empresários são presos com R$ 1,6 milhão em notas de R$ 200 em Manaus
Dois empresários foram presos em Manaus com R$ 1,6 milhão em notas de R$ 200, escondidos em embalagens e sacolas, suspeitos de corrupção eleitoral.

MANAUS — Maços de dinheiro foram escondidos em embalagens de salgadinhos, de cerveja e em sacolas de supermercado, segundo a Polícia Federal. As notas foram apreendidas na tarde desta quinta-feira (1º) com dois empresários em uma agência bancária no Centro de Manaus.
De acordo com a PF, Mark Estanley Fernandes Nascimento de Lima e Mayra Cristina Queiroz Laan sacaram R$ 1,6 milhão em notas de R$ 200. Eles foram presos em flagrante. A polícia suspeita que o dinheiro tenha origem em contratos públicos e seria usado para corrupção eleitoral.
Mayra é sócia-administradora da empresa Alicerce Atividades Profissionais em Projetos Sustentáveis, contratada em 2023 pela Prefeitura de Manaus para a aquisição de 12 ônibus por R$ 34 milhões. Ela também é sócia da 3M Comunicação e Minério Ltda. A apreensão ocorreu após a PF receber uma denúncia anônima de que diversos saques de valores vultosos da empresa Alicerce estavam sendo realizados nos últimos dias, e que o dinheiro seria usado para a compra de votos.
Após identificarem os suspeitos, os agentes monitoraram Mark e Mayra. Segundo os policiais, a dupla chegou à agência bancária na Rua 15 de Novembro, no Centro Histórico, por volta das 14h, portando uma mochila e sacolas de supermercado. Após cerca de uma hora, quando saíam do local, a abordagem foi realizada.
Durante a abordagem, um dos agentes perguntou a Mayra se ela estava com algum valor, e ela respondeu que carregava R$ 290 mil em uma mochila. Mark teria sacado R$ 1,3 milhão, que estavam em sacolas de supermercado. Com Mark, os agentes apreenderam R$ 1,35 milhão dentro de embalagens de salgadinhos e de cerveja. De acordo com o delegado João Marcello Rodrigues Uchoa, ambos já passaram pela polícia por suspeita de outros crimes e são investigados por lavagem de dinheiro, com indícios de que os recursos são oriundos de contratos públicos e possivelmente relacionados a corrupção eleitoral. Na delegacia, Mayra optou por permanecer em silêncio.
Fonte: Amazonas Atual