Endometriose e Ganho de Peso: Mito ou Realidade?
Entenda a relação entre endometriose e ganho de peso, com informações de especialistas sobre a condição e seus efeitos na saúde da mulher.

A endometriose é uma doença inflamatória crônica que pode levar de sete a dez anos para ser diagnosticada corretamente. Estima-se que aproximadamente 190 milhões de mulheres em idade reprodutiva em todo o mundo sejam afetadas por essa condição, de acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS). Apesar de sua prevalência, muitas dúvidas ainda cercam a doença, especialmente sobre sua relação com o ganho de peso.
A ginecologista e obstetra Aline Frota afirma que não existem estudos que comprovem que a endometriose cause ganho de peso diretamente. No entanto, a médica destaca que a condição pode provocar uma distensão abdominal, resultando em um aumento visível do volume da barriga. Isso acontece devido ao acúmulo de líquido, que é comum na endometriose, e pode ser confundido com ganho de peso real.
Além da distensão abdominal, Aline explica que mulheres com endometriose têm 2,5 vezes mais chances de desenvolver a síndrome do intestino irritável (SII), o que também pode contribuir para o inchaço na região. Outro ponto importante é que o desiquilíbrio hormonal, tanto pela doença quanto pelos tratamentos hormonais, pode influenciar o acúmulo de gordura e a retenção de líquidos, aumentando a predisposição ao ganho de peso.
Os efeitos da dor e da fadiga causados pela endometriose também podem impactar o ganho de peso. A dor intensa e a exaustão podem limitar a prática de atividades físicas, que são essenciais para manter uma composição corporal saudável. Além disso, o estresse emocional gerado pela condição pode levar a comportamentos alimentares inadequados, como compulsão por doces e carboidratos.
Por fim, Aline enfatiza a importância de um acompanhamento médico individualizado para mulheres com endometriose. Cada corpo reage de maneira única à doença e seus tratamentos, e apenas um profissional capacitado pode orientar sobre as melhores práticas para controlar os sintomas e melhorar a qualidade de vida das pacientes.
Fonte: D24AM