Entenda a participação do Brasil no programa Artemis II
O Brasil é signatário do programa Artemis desde 2021 e participa com iniciativas inovadoras na exploração lunar. O país desenvolve projetos de agricultura espacial e investigações sobre a Lua.

A missão Artemis II representa um marco na exploração lunar e reconfigura a atuação internacional no setor espacial. Este programa tem como objetivo não apenas o retorno à Lua, mas também o desenvolvimento de tecnologias que beneficiem tanto o espaço quanto a Terra.
O Brasil se tornou parte signatária do programa Artemis em 2021, através do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI). Os acordos Artemis buscam estabelecer uma presença humana sustentável na Lua e abrir caminho para futuras missões a Marte.
A Agência Espacial Brasileira (AEB) está desenvolvendo iniciativas em parceria com diversas instituições nacionais, como o projeto Space Farming, da Embrapa, e o nanossatélite SelenITA, do Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA). Esses projetos visam fortalecer a atuação científica e tecnológica do Brasil no âmbito do programa.
O Space Farming busca criar sistemas de produção de alimentos adaptados a condições extremas, como baixa gravidade e alta radiação, enquanto o SelenITA se dedica a investigar o ambiente lunar, incluindo fenômenos como a movimentação da poeira lunar. A coordenadora da Rede Space Farming Brazil, Alessandra Fávero, destaca que o cultivo vai além da Lua, podendo trazer benefícios para a agricultura em ambientes urbanos e regiões afetadas por mudanças climáticas.
Com a Artemis II, que foi a primeira missão tripulada do programa e retornou à Terra em 11 de março, o Brasil se junta a um seleto grupo de países que participam ativamente da exploração lunar. A missão, que utilizou o foguete Space Launch System e a cápsula Orion, representa uma oportunidade única para desenvolver novas tecnologias que, além de fortalecer o setor espacial, podem ser aplicadas em diversas áreas no Brasil.
Fonte: D24AM