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Esquema de roubo de medicamentos oncológicos tem apoio de facção no RJ

A Polícia Civil do Rio de Janeiro desmantelou um esquema de roubo de remédios para câncer, com a participação da facção TCP. A operação resultou em cinco prisões, incluindo o líder do grupo.

Marina Ribeiro2 min de leituramedicamentos, crime, facção
Esquema de roubo de medicamentos oncológicos tem apoio de facção no RJ
Foto: (Foto:PCERJ/ Divulgação)

A Polícia Civil do Rio de Janeiro revelou detalhes de um esquema criminoso voltado para o roubo e distribuição de medicamentos oncológicos, envolvendo a facção Terceiro Comando Puro (TCP). A investigação culminou na Operação Metástase, realizada na terça-feira, 21 de novembro, que resultou na prisão de cinco pessoas, entre elas o chefe da organização criminosa interestadual.

Os policiais civis, após meses de trabalho investigativo, identificaram quatro núcleos distintos dentro da quadrilha: os roubadores, o setor logístico-financeiro intermediário, o logístico-financeiro final e o suporte territorial. A facção TCP esteve diretamente envolvida na primeira fase do esquema, utilizando criminosos armados para a realização dos roubos.

Após a captura das cargas, os medicamentos eram levados para áreas sob controle do TCP, especialmente no Complexo da Maré, localizado na zona norte do Rio de Janeiro. Nesse local, a quadrilha realizava o transbordo e a redistribuição dos medicamentos, colocando em risco a saúde de muitos pacientes que dependem desses tratamentos.

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A polícia informou que a facção atuava como suporte territorial, oferecendo proteção e apoio bélico aos componentes do núcleo de roubadores. A primeira fase da Operação Metástase mobilizou forças de segurança em diversos estados, incluindo Rio de Janeiro, Goiás, Pará e São Paulo, onde o líder do grupo foi detido.

As investigações indicam que a quadrilha esteve envolvida em pelo menos 20 roubos de carga, movimentando cerca de R$ 33 milhões em um período de um ano. Além disso, na fase final do esquema, a organização utilizava empresas de fachada para reinserir os medicamentos roubados no mercado, incluindo contratos com a rede pública de saúde, o que agrava ainda mais a gravidade do crime.

Fonte: D24AM

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