Estudantes bolivianos criam pasta de dente sustentável com espinhas de peixe
Alunos da Universidade Franz Tamayo desenvolveram a Apatitecare, uma pasta de dente que restaura o esmalte dental utilizando hidroxiapatita de espinhas de peixe.

Um grupo de estudantes da Universidade Franz Tamayo, na Bolívia, desenvolveu uma pasta de dente inovadora chamada Apatitecare. Criada por alunos dos cursos de Bioquímica e Farmácia, a fórmula utiliza hidroxiapatita extraída de espinhas de peixe para restaurar o esmalte dental, oferecendo uma alternativa natural e sustentável aos produtos tradicionais de higiene bucal.
A ideia surgiu durante um projeto acadêmico que buscava aplicar conhecimentos teóricos em situações práticas. A equipe, composta por Fiorela Yujra, Maydda Quisbert, Dafne Antonio e Eleazar Canaviri, todos estudantes do nono semestre, se propôs a desenvolver um creme dental que não apenas protege, mas também fortalece o esmalte dos dentes.
Fiorela Yujra destacou que o objetivo do projeto é utilizar a hidroxiapatita, que representa cerca de 97% do esmalte dental, para reparar microlesões nos dentes. Ao contrário do flúor, que atua como uma barreira, a hidroxiapatita se integra ao dente, preenchendo microfissuras e ajudando na regeneração do esmalte de forma mais natural.
Além de suas propriedades benéficas para a saúde bucal, o Apatitecare se destaca por sua abordagem ambiental. A pasta é feita a partir de resíduos orgânicos, especificamente espinhas de peixe, que são transformadas em hidroxiapatita por meio de processos térmicos. Essa escolha não só aproveita um resíduo, mas também se alinha aos princípios da sustentabilidade e da economia circular, utilizando materiais que seriam descartados.
A fórmula do creme dental inclui outros componentes como glicerina, bicarbonato de sódio e óleo de coco, que complementam suas propriedades funcionais. Embora o protótipo já apresente resultados positivos, a equipe está em busca de melhorias na textura e cor do produto para torná-lo mais atraente ao consumidor. A experiência adquirida durante o desenvolvimento do Apatitecare demonstra como a educação pode unir ciência e práticas sustentáveis, preparando os alunos para desafios reais.
Fonte: Portal Amazônia