Estudantes se mobilizam em apoio a Lula e pela democracia em todo o Brasil
Estudantes de vários estados do Brasil realizaram manifestações em apoio à candidatura de Lula e em defesa da democracia. Os atos foram organizados pela União Nacional dos Estudantes (UNE).

No Rio de Janeiro, estudantes de diferentes estados se reuniram durante a semana para apoiar a candidatura de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) à Presidência da República. As manifestações foram organizadas pela União Nacional dos Estudantes (UNE), que declarou seu apoio a Lula no segundo turno das eleições.
No dia 7 de setembro, milhares de estudantes e trabalhadores concentraram-se na Candelária, no centro do Rio, e realizaram uma caminhada pela Avenida Rio Branco até a Cinelândia. Entre os principais temas abordados estavam a defesa de uma educação pública gratuita e de qualidade, o fim da escala 61 e a manutenção da democracia.
No dia seguinte, 8 de setembro, atos ocorreram em pelo menos 13 estados e no Distrito Federal. Em São Paulo, estudantes se reuniram nas faculdades particulares Cásper Líbero e Mackenzie, além de uma concentração na Praça Roosevelt, no centro da cidade. Já em Tocantins, a manifestação aconteceu na Universidade Federal do Tocantins (UFT), em Palmas.
Kaio Costa, um ex-aluno da UFT, participou do ato e enfatizou que a manifestação não se limitou a apoiar Lula, mas também a defender a democracia e os direitos fundamentais da população. Ele afirmou: "Se a gente for fazer uma análise sobre o que está acontecendo no mundo inteiro, a gente tem visto uma grande onda de conservadorismo e retrocesso em direitos básicos tanto das mulheres quanto de comunidades minoritárias das quais eu faço parte, porque eu sou um homem negro e LGBT."
Além do Rio de Janeiro e São Paulo, houve manifestações em Minas Gerais, Paraíba, Maranhão, Piauí, Bahia, Mato Grosso do Sul, Sergipe, Rio Grande do Sul, Ceará, Amapá e Paraná. No Distrito Federal, o ato ocorreu na Universidade de Brasília (UnB). Ada Victória Moura Leite, estudante de direito e membro do Centro Acadêmico, destacou que a manifestação contou com a presença de universitários e também de estudantes secundaristas, afirmando: "Não podemos regredir para um Estado que não respeite os direitos humanos, que não valorize a universidade pública."
Fonte: D24AM