Estudo resgata a memória audiovisual de Rondônia com imagens históricas
A pesquisa da UNIR analisa filmes do século XX que documentam a história e as transformações de Rondônia, promovendo um debate sobre identidade e pertencimento.

Imagens históricas têm o poder de revelar muito sobre a Rondônia contemporânea. O projeto de pesquisa intitulado "Imagens de Rondônia no Século XX: Mapeamento, História e Análise", desenvolvido pela Universidade Federal de Rondônia (UNIR), busca responder essa questão, reunindo registros audiovisuais que datam de mais de um século.
Realizado entre 2024 e 2026, o estudo mapeou e analisou uma variedade de filmes que capturaram as paisagens, os povos e as transformações do que hoje conhecemos como território rondoniense. Sob a coordenação de Juliano Araújo, da UNIR, e Naara Fontinele, da Université de Picardie Jules Verne (França), a pesquisa identificou obras de diferentes períodos da história regional.
Dentre as obras investigadas, destacam-se registros de Edgar Roquette-Pinto, feitos em 1912, e imagens captadas por Silvino Santos na década de 1920, além de produções que documentaram a ocupação da Amazônia nas décadas de 1970 e 1980. Esses materiais são essenciais para entender a formação do estado e as narrativas construídas sobre a Amazônia ao longo do tempo.
Juliano Araújo enfatiza que muito desse patrimônio audiovisual ainda é desconhecido pelo público rondoniense. “Existem muitas imagens sobre Rondônia, mas estão dispersas em diferentes arquivos e instituições. O desafio foi reunir esse material e compreender seu significado para a história da região”, afirmou.
Naara Fontinele, por sua vez, destacou a relevância de revisitar essas imagens para ampliar o debate sobre identidade. “Esses filmes dialogam com questões atuais da Amazônia. Ao revisitá-los, conseguimos enxergar novas camadas de significado e reinterpretar a memória de Rondônia”, concluiu. A pesquisa também ressalta a importância da preservação dos acervos audiovisuais, uma vez que sem eles, parte significativa da nossa história pode se perder.
Fonte: Portal Amazônia