Estudo revela impacto do delivery na alimentação de adultos em Minas Gerais
Uma pesquisa da UFMG indica que 76% dos adultos já usaram delivery, com riscos à saúde associados ao consumo de lanches. Hábitos de vida sedentários também foram identificados.

Um estudo recente realizado pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) analisou os hábitos alimentares de 839 adultos e revelou que 76% dos entrevistados já utilizaram serviços de delivery para pedir comida. Destes, 27% afirmaram fazer uso regular das plataformas, pedindo pelo menos uma vez por semana.
Os pesquisadores notaram que longas jornadas de trabalho e a falta de atividade física estão contribuindo para um estilo de vida sedentário entre os usuários de delivery. Além disso, muitos desses indivíduos passam longos períodos sentados em frente a telas e dedicam pouco tempo a atividades domésticas, como preparar suas próprias refeições.
A pesquisadora Paloma Barros, da UFMG, alertou para os perigos associados ao aumento do uso de aplicativos de entrega, especialmente em relação ao tipo de alimentos que os consumidores costumam pedir. Ela destacou que muitos lanches solicitados são ricos em sódio, gordura e calorias, o que pode impactar negativamente a qualidade da dieta e contribuir para o ganho de peso e doenças crônicas no futuro.
Barros também mencionou que as plataformas de delivery não promovem um ambiente neutro ao consumidor. Segundo ela, os alimentos mais frequentemente promovidos são os menos saudáveis, frequentemente acompanhados de estratégias de marketing que incentivam o consumo, como promoções de combos e entregas grátis, tornando esses produtos ainda mais atraentes.
A pesquisa ainda revelou que a ocupação profissional é um fator importante que influencia o uso de delivery. Trabalhadores em tempo integral relataram um uso maior dessas plataformas, enquanto desempregados ou aqueles em atividades informais usaram menos. Isso pode ser explicado por restrições financeiras e pela maior disponibilidade para cozinhar em casa.
Fonte: D24AM