Estudo revela potencial do extrato de laranja moro contra úlcera gástrica
Pesquisadores da UFPA identificaram que o extrato da laranja moro pode ser uma alternativa eficaz no tratamento de úlceras gástricas, oferecendo menos efeitos colaterais.

A laranja moro, uma variedade originária da Itália, possui uma coloração avermelhada devido à presença de antocianinas, pigmentos conhecidos por suas propriedades antioxidantes. Esses compostos não são encontrados em outras frutas cítricas, o que torna a laranja moro um alimento único e interessante para estudos científicos.
Os sintomas de úlcera gástrica incluem queimação no estômago, vômitos e náuseas, e a doença pode manifestar-se de diversas formas, como gástrica, duodenal e esofágica. Embora existam medicamentos eficazes para tratar essas úlceras, muitos pacientes enfrentam efeitos colaterais desagradáveis, como dores de cabeça e desconfortos gastrointestinais.
Uma pesquisa realizada no Programa de Pós-Graduação em Ciências Farmacêuticas da Universidade Federal do Pará (UFPA) destacou o extrato da laranja moro como uma alternativa promissora. A dissertação, intitulada "Efeito gastroprotetor e cicatrizante do extrato padronizado de Citrus sinensis (L.) Osbeck (Morosil®)", foi elaborada por Allane Patrícia Santos da Paz sob a orientação da professora Vanessa Jóia de Mello.
Os pesquisadores conduziram experimentos em duas fases: primeiro in vitro, utilizando células epiteliais, e depois in vivo, induzindo úlceras gástricas em ratos. O extrato utilizado foi o Morosil®, que já é comercializado como suplemento para perda de peso, escolhido por ser um produto acessível e já existente no mercado.
Os resultados mostraram que o extrato da laranja moro possui efeitos semelhantes a medicamentos tradicionais como o omeprazol, com a vantagem de apresentar menos efeitos colaterais. A pesquisadora Allane Paz enfatiza a importância de investigar a combinação do extrato com medicamentos convencionais, visando potencializar os efeitos terapêuticos e reduzir o abandono do tratamento pelos pacientes.
Fonte: Portal Amazônia