Estufas promovem valorização do coco babaçu em São Domingos do Araguaia
A entrega de estufas pelo governo do Pará incentiva boas práticas entre quebradeiras de coco babaçu e gera renda para extrativistas na região sudeste do estado.

No dia 2 de julho, o governo do Pará, através da Secretaria de Estado de Meio Ambiente, Clima e Sustentabilidade (Semas-PA), entregou quatro estufas que visam o beneficiamento do coco babaçu. Essa iniciativa foi direcionada ao Movimento Interestadual das Quebradeiras de Coco Babaçu, localizado em São Domingos do Araguaia, na região de integração do Carajás, no sudeste do Pará.
As estufas são parte de um programa que atende a condicionantes ambientais do processo de licenciamento da empresa Masterboi, executado pelo Programa Regulariza Pará. Com a instalação desses equipamentos, a cadeia produtiva do babaçu na região será fortalecida, permitindo uma secagem mais eficiente da amêndoa, etapa crucial para assegurar a qualidade do produto que será comercializado.
Além de melhorar a qualidade do coco babaçu, essa ação também tem o objetivo de aumentar a geração de renda para as famílias que dependem da extração. O secretário adjunto de Gestão e Regularidade Ambiental da Semas, Rodolpho Zahluth Bastos, ressaltou a importância de apoiar as mulheres extrativistas que têm um papel essencial na conservação dos babaçuais no sudeste paraense.
“A atividade das quebradeiras de coco babaçu é uma tradição que atravessa gerações, associada a práticas que garantem a conservação dos babaçuais. Esse apoio é resultado de uma demanda das mulheres extrativistas que, em São Domingos do Araguaia, processam o coco babaçu, promovendo autonomia e fortalecendo o protagonismo feminino”, afirmou o secretário.
De acordo com Cleide Neusa Maria Bezerra Oliveira, coordenadora executiva do Movimento de Mulheres Quebradeiras de Coco do Sudeste do Pará, a entrega das estufas é um reconhecimento significativo do trabalho realizado por essas mulheres. “Receber esse apoio da Semas significa muito para todas nós. Essas estufas vão melhorar a qualidade dos nossos produtos e dar mais segurança ao nosso trabalho”, disse Cleide, destacando a importância do investimento para a organização e melhoria da qualidade de vida das quebradeiras de coco.
Fonte: Portal Amazônia