Estupro coletivo em SP: crianças foram convidadas para empinar pipa
A polícia investiga um caso de estupro coletivo de duas crianças em São Paulo, com um homem preso e três adolescentes apreendidos. O crime foi denunciado por um familiar das vítimas.

A investigação sobre o estupro coletivo de duas crianças, ocorrido em 21 de abril em São Paulo, avança com a polícia em busca de mais detalhes. Até o momento, um homem, identificado como Alessandro Martins dos Santos, de 21 anos, está preso, enquanto três adolescentes, com idades entre 14 e 16 anos, foram apreendidos.
De acordo com a delegada responsável pelo caso, Janaína da Silva Dziadowczyk, as vítimas, de 7 e 10 anos, foram convidadas pelo grupo para empinar pipa, já que eram conhecidas e vizinhas dos suspeitos, o que gerava confiança nas crianças. A situação chocante veio à tona quando a irmã do menino de 10 anos denunciou o crime à Polícia Civil.
A irmã, que não reside mais com a família e nem na comunidade de União de Vila Nova, tomou conhecimento do que aconteceu ao encontrar vídeos do abuso nas redes sociais. Ela relatou que a família vivia sob pressão da comunidade para não denunciar o crime e que, em decorrência disso, muitos se sentiram obrigados a deixar suas casas, alguns saindo apenas com as roupas do corpo.
As crianças estão agora sob cuidados especiais. O menino de 10 anos foi acolhido em um Serviço de Acolhimento Institucional, enquanto o menino de 7 anos permanece com a mãe em uma moradia temporária da Prefeitura. A mãe do menino de 10 anos é dependente química, e não há outros responsáveis legais disponíveis.
Os adolescentes envolvidos no crime admitiram os abusos, e os vídeos foram compartilhados via WhatsApp, gerando indignação na comunidade. As imagens mostram as crianças em situação de desespero, pedindo para que parassem, mas os abusos continuaram. Apesar da gravidade do caso, a polícia ainda não encontrou indícios de que o crime tenha sido planejado ou que haja uma quadrilha atuando na área. Alessandro enfrentará uma prisão temporária de 30 dias e será indiciado por estupro coletivo de vulneráveis, corrupção de menores e divulgação de imagem de menores. O caso seguirá para o Ministério Público após a conclusão das investigações.
Fonte: D24AM