EUA impõem sanções a brasileiros e empresas ligados ao PCC
O Departamento de Tesouro dos EUA sancionou dois brasileiros e três empresas do Brasil por supostas conexões com o PCC, marcando um novo passo contra facções criminosas.

BRASÍLIA – Nesta quarta-feira, 1º de novembro, o Departamento de Tesouro dos Estados Unidos anunciou a imposição de sanções a dois brasileiros e três empresas brasileiras, que estão sendo acusados de ligação com o Primeiro Comando da Capital (PCC), uma das organizações criminosas mais conhecidas do Brasil.
Além disso, uma empresa portuguesa também teve os ativos bloqueados, sob a alegação de estar relacionada a atividades de lavagem de dinheiro do PCC na Flórida. Essa ação representa a primeira sanção imposta por Washington contra brasileiros ou empresas do Brasil desde que o governo de Donald Trump categorizou facções brasileiras como organizações terroristas.
Gene Lange, subsecretário para Terrorismo e Inteligência Financeira, afirmou: “Essa designação é mais um passo do governo dos EUA para abordar e reconhecer a crescente presença da geração de receita ilícita do Primeiro Comando da Capital dentro de nossas fronteiras”. Essa declaração ressalta o compromisso dos EUA em combater a criminalidade organizada.
A decisão do Departamento de Tesouro dos EUA foi baseada em investigações realizadas pela Força-Tarefa de Segurança Interna, em colaboração com o Escritório de Campo do FBI em Miami e a Seção de Lavagem de Dinheiro, Narcóticos e Confisco do Departamento de Justiça. O comunicado do Escritório de Controle de Ativos de Estrangeiros (Ofac) destaca a importância da coordenação operacional para maximizar o impacto contra redes criminosas transnacionais.
Os alvos das sanções incluem Victor Henrique de Oliveira Shimada e Stella Stefanie Nunes Henrique de Oliveira, ambos supostamente residentes em São Paulo. Shimada é apontado como o “elo fundamental” entre o PCC e seus membros na Flórida, onde ele teria lavado mais de US$ 30 milhões. Os bens de todos os indivíduos e empresas sancionados agora estão bloqueados nos EUA, e instituições financeiras podem enfrentar sanções se se envolverem em transações com esses alvos.
Fonte: Amazonas Atual