Evolução do El Niño: Projeções indicam evento forte até 2026
Nova projeção da NOAA aponta para um possível El Niño muito forte até 2027. As anomalias da temperatura da superfície do mar no Pacífico superam 3°C.

Uma nova atualização mensal da NOAA, divulgada na quinta-feira, 10 de setembro de 2026, traz informações sobre a evolução do fenômeno El Niño. A imagem capturada pelo satélite Sentinel-6 Michael Freilich em 3 de agosto de 2026 mostra as mudanças no nível do Oceano Pacífico associadas a esse fenômeno climático. De acordo com os dados, as anomalias da temperatura da superfície do mar no Pacífico Equatorial Leste ultrapassaram os 3°C.
Com base na última atualização do Climate Prediction Center (CPC) da NOAA, as condições observadas no Pacífico indicam um fortalecimento contínuo do El Niño até o final de 2026. As projeções mostram uma probabilidade superior a 90% de que um evento muito forte ocorra durante a primavera e o verão de 2026-2027 no Hemisfério Sul. Além disso, há uma chance de 75% de que esse evento seja o mais intenso registrado desde 1950 entre outubro e dezembro de 2026.
Os boletins mensais da NOAA são essenciais para monitorar como as previsões para o fenômeno El Niño-Oscilação Sul (ENOS) mudam ao longo do ano. A sequência de atualizações permite observar a transição de uma condição de La Niña para a neutralidade e, em seguida, para a intensificação do El Niño. A alternância entre essas condições ocorre irregularmente, geralmente em intervalos que variam de dois a sete anos.
As diferentes fases do ENOS afetam significativamente os padrões de clima em várias regiões do mundo, incluindo o Brasil. O acompanhamento contínuo das condições oceânicas e atmosféricas é fundamental para entender a evolução do fenômeno e suas implicações no clima global. À medida que novas informações são incorporadas às previsões, as projeções para o El Niño, La Niña e condições neutras são ajustadas, refletindo a natureza dinâmica do sistema climático.
Desde o início de 2026, a NOAA monitorou cuidadosamente as condições climáticas, começando com a presença de La Niña em janeiro. Com o passar dos meses, a transição para neutralidade foi observada em abril, levando ao estabelecimento do El Niño em junho. As previsões subsequentemente indicaram um fortalecimento do fenômeno, culminando na intensificação significativa reportada em agosto, onde as anomalias da temperatura continuaram a aumentar, reforçando as projeções de um evento muito forte.
Fonte: Portal Amazônia