Ex-companheiro é acusado de assassinato e ocultação de corpo em mala
Patrick M., ex-companheiro da influenciadora Stefanie Pieper, foi acusado de assassinato e ocultação de cadáver após o corpo dela ser encontrado em uma mala na floresta eslovena.

Cerca de dez meses após a localização do corpo da influenciadora austríaca Stefanie Pieper dentro de uma mala enterrada em uma floresta na Eslovênia, o ex-companheiro da vítima foi formalmente acusado por assassinato e violação de cadáver. A denúncia foi oficializada pela Promotoria de Graz, na Áustria.
O acusado é o esloveno Patrick M., de 31 anos. De acordo com as investigações, o crime ocorreu em 23 de novembro de 2025 na cidade de Graz. A acusação aponta que o homem estrangulou Stefanie, também de 31 anos, e causou severos ferimentos em seu pescoço antes de acomodar o corpo na bagagem. Na sequência, transportou a mala de carro até a Eslovênia, enterrando-a em uma área isolada de mata.
O desaparecimento da influenciadora passou a ser investigado após ela faltar a um compromisso profissional. Na residência de Stefanie, policiais encontraram manchas de sangue, enquanto vizinhos relataram ter ouvido uma forte discussão no dia do crime. Uma testemunha ainda afirmou ter visto o suspeito deixando o edifício carregando um volume volumoso envolto em lona ou tapete.
Patrick M. foi localizado e detido próximo à fronteira entre a Áustria e a Eslovênia, ao lado de seu próprio veículo, que estava em chamas. Pressionado durante os interrogatórios, ele acabou indicando aos agentes o local exato onde havia escondido os restos mortais da vítima, encontrados em 29 de novembro.
A autópsia realizada no corpo de Stefanie revelou que os peritos não puderam determinar com precisão o momento exato do óbito. Diante disso, a perícia não descarta a possibilidade de a influenciadora ainda estar viva quando foi colocada dentro da mala pelo agressor. Em depoimento à Promotoria, Patrick nega ter assassinado a ex-namorada, mas admite ter transportado o corpo até a Eslovênia e o enterrado na mata. O réu não possui condenações prévias.
O irmão e o padrasto do acusado chegaram a ser investigados por suspeita de auxílio na ocultação do cadáver, mas a investigação contra eles foi arquivada na Áustria por falta de provas. Se considerado culpado pelo tribunal, o homem poderá cumprir de 10 a 20 anos de prisão ou receber pena de prisão perpétua. A data do julgamento ainda não foi fixada pela Justiça austríaca.
Fonte: D24AM