Exames essenciais para a saúde do homem entre 20 e 60 anos
A saúde masculina no Brasil enfrenta desafios, apesar da Política Nacional de Atenção Integral à Saúde do Homem. Exames regulares são fundamentais para prevenir doenças.

São Paulo - O Brasil se destaca na América Latina por ter uma política pública voltada para a saúde masculina, conhecida como Política Nacional de Atenção Integral à Saúde do Homem (PNAISH). Apesar dessa iniciativa, a prevenção de doenças ainda representa um grande desafio.
Dados recentes do Ministério da Saúde revelam que os homens brasileiros vivem, em média, 7,1 anos a menos do que as mulheres e apresentam taxas de mortalidade superiores em praticamente todas as faixas etárias até os 80 anos. Além disso, eles têm um risco de 40% a 50% maior de falecer devido a doenças crônicas, sendo as cardiovasculares e respiratórias as mais recorrentes.
Segundo o urologista Rodrigo Campos, que atua na Rede de Hospitais São Camilo de São Paulo, grande parte desse quadro está relacionada ao comportamento dos homens. Muitos só buscam atendimento médico quando já apresentam sintomas, o que dificulta o diagnóstico precoce de condições como hipertensão, diabetes e diversos tipos de câncer.
Ainda persiste a crença de que os exames são necessários apenas após os 50 anos ou quando surgem problemas. No entanto, a prevenção deve ser uma prática contínua ao longo da vida, permitindo que consultas regulares ajudem a identificar riscos antes que se tornem sérios. Campos enfatiza que quanto mais cedo a prevenção for incorporada à rotina, maiores serão as chances de uma vida saudável e com qualidade.
A partir dos 45 anos, é comum que homens com risco habitual sejam orientados a realizar rastreamento para câncer colorretal. No que diz respeito ao câncer de próstata, a decisão sobre a realização de exames deve ser discutida entre médico e paciente, considerando fatores como idade e histórico familiar. Para garantir uma saúde robusta, é essencial que a abordagem de cuidados seja individualizada, levando em conta as particularidades de cada paciente.
Fonte: D24AM