Expertos alertam sobre a intensificação do fenômeno El Niño em 2026
Institutos de meteorologia nacionais e internacionais indicam alta probabilidade de formação do El Niño a partir do segundo semestre de 2026, com impactos climáticos significativos.

Estudos recentes apontam que o fenômeno El Niño pode se intensificar no segundo semestre de 2026, com possíveis efeitos que se estenderão até o início de 2027. O Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), o Instituto Nacional de Meteorologia (INMET), a Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos (Funceme) e o Centro Gestor e Operacional do Sistema de Proteção da Amazônia (CENSIPAM) publicaram uma nota técnica conjunta que detalha essa previsão.
A nota técnica destaca que, desde o início deste ano, a temperatura da superfície do Oceano Pacífico equatorial está em condições de neutralidade, enquanto as águas subsuperficiais têm mostrado um aquecimento anômalo. Isso pode indicar uma transição para o fenômeno El Niño nos próximos meses, com uma probabilidade de 60% de que ele se estabeleça entre maio e julho de 2026.
Além disso, as previsões indicam uma probabilidade superior a 80% de que o El Niño se configure ao longo do segundo semestre de 2026, podendo persistir até o início do ano seguinte. A magnitude do fenômeno ainda não pode ser claramente definida, embora a expectativa seja de que alcance ao menos uma intensidade moderada.
O fenômeno El Niño é caracterizado pelo aquecimento anômalo das águas do Oceano Pacífico equatorial, o que afeta a circulação atmosférica e as condições climáticas em diversas regiões do planeta, incluindo o Brasil. Enver Ramirez, chefe da Divisão de Previsão do Tempo e Clima do INPE, ressalta que pequenas mudanças nas interações entre o oceano e a atmosfera podem ter grandes impactos nas condições climáticas.
Os efeitos do El Niño no Brasil costumam variar entre as regiões. Enquanto a Região Sul pode enfrentar chuvas acima da média, a Amazônia, especialmente sua parte leste, pode sofrer com a escassez de precipitações. Além disso, a nota técnica alerta para a possibilidade de eventos climáticos extremos e seus impactos em setores como abastecimento de água, segurança alimentar e saúde pública. Por isso, é fundamental que as instituições permaneçam atentas às condições climáticas e oceânicas.
Fonte: Portal Amazônia