Exploração de petróleo na Foz do Amazonas pode transformar a economia do Amapá
Roberto Furian, presidente do IBP, destaca novos indícios de hidrocarbonetos na Foz do Amazonas, com potencial para garantir a segurança energética do Brasil.

Na última sexta-feira, dia 14, a Petrobras anunciou a descoberta de indícios de hidrocarbonetos na Foz do Amazonas, localizada a 175 km da costa do Amapá. Essa descoberta, segundo o presidente do Instituto Brasileiro de Petróleo, Gás e Biocombustíveis (IBP), Roberto Furian, sinaliza a região como uma nova fronteira exploratória para o Brasil.
Furian ressaltou que a presença de hidrocarbonetos, que podem ser petróleo ou gás natural, é um marco importante, pois comprova uma teoria geológica que vinha sendo estudada. Em entrevista à Rede Amazônica, ele afirmou: "Estamos falando de uma nova fronteira exploratória brasileira, inclusive muito importante para garantir a segurança energética do Brasil".
O próximo passo na investigação envolve a perfuração de novos poços pela Petrobras, o que permitirá delimitar o tamanho do reservatório e avaliar a viabilidade de exploração comercial. "Só a perfuração vai te confirmar a existência ou não de petróleo", afirmou Furian, destacando que a confirmação exata da quantidade e qualidade dos recursos só será obtida após mais estudos.
O senador Davi Alcolumbre (União-AP) expressou sua satisfação com o avanço nas pesquisas, enfatizando que foram anos de luta para explorar a Margem Equatorial e que isso pode gerar empregos e oportunidades para o povo amapaense. Ele destacou a importância de transformar essa riqueza em desenvolvimento regional.
O governador do Amapá, Clécio Luís (Solidariedade), também comentou sobre a possível atração de novas empresas e investimentos na região. Ele enfatizou a necessidade de capacitar a população para as novas oportunidades de trabalho e a importância de equilibrar a atividade industrial com programas de bioeconomia locais. O governo federal estima que a Margem Equatorial possui reservas que poderiam permitir a exploração de até 1,1 milhão de barris de petróleo por dia.
Fonte: Portal Amazônia