Exposição no Farol Santander destaca mapas históricos do Amazonas
A exposição 'A Invenção do Novo Mundo' apresenta mapas raros da formação da capitania de São José do Rio Negro até 26 de julho de 2026.

A exposição intitulada 'A Invenção do Novo Mundo: Mapas da Coleção Santander' foi inaugurada no Farol Santander em São Paulo, reunindo um acervo significativo de obras cartográficas dos séculos XVI, XVII e XVIII, período que é amplamente reconhecido como a era de ouro da cartografia ocidental. Com a curadoria de Helena Severo e Maria Eduarda Marques, a mostra foi organizada pela Oficina de Arte e conta com a produção da AYO Cultural.
A exposição ocupa a galeria do 24º andar do icônico edifício e oferece aos visitantes uma oportunidade única de explorar a formação do imaginário sobre o Brasil através de mapas históricos. Com patrocínio do Santander Brasil e apoio do Ministério da Cultura via Lei Rouanet, a mostra estará disponível até o dia 26 de julho de 2026.
O acervo da Coleção Santander Brasil é o foco central da curadoria, que apresenta mais de 50 obras, incluindo mapas, cartas náuticas e planisférios, destacando a riqueza documental e estética da cartografia ao longo de três séculos. Bibiana Berg, head Sênior de Experiências, Cultura e Impacto Social do Santander Cultural, enfatizou a importância de compartilhar a cultura como forma de ampliar o acesso ao conhecimento histórico.
A exposição organiza seu conteúdo de maneira cronológica, focando na iconografia dos mapas, que é essencial para entender não apenas a evolução técnica da cartografia, mas também as visões de mundo que influenciaram essas representações. Os visitantes são recebidos por uma projeção de um mapa da Biblioteca Nacional, que estabelece o contexto histórico e visual da mostra.
Entre os cartógrafos destacados na exposição estão nomes como Joan Blaeu, um importante representante da cartografia holandesa, e Nicolas Sanson d'Abeville, considerado o pai da cartografia francesa moderna. A exposição também traz obras de Matthäus Merian e Guillaume de l'Isle, que refletem a transição de uma cartografia simbólica para uma abordagem mais científica e precisa ao longo dos séculos, destacando a evolução do conhecimento geográfico sobre o Brasil.
Fonte: Portal Amazônia