Familiares de Policiais Militares Denunciam Abandono da Corporação
Familiares de PMs presos no Amazonas publicaram um manifesto denunciando abandono e falta de apoio emocional e institucional da corporação e políticos.

Manaus - A Comissão de Familiares dos Policiais Militares Custodiados divulgou um manifesto público no sábado, dia 16, em que expressa sua preocupação e indignação em relação ao tratamento recebido por seus entes queridos. O documento foi direcionado à Polícia Militar do Amazonas (PMAM), apontando um sentimento de abandono e medo por parte do comando da corporação e de representantes políticos.
Um dos principais pontos levantados no manifesto é a permanência dos familiares detidos no Complexo Penitenciário Anísio Jobim (Compaj). Os familiares relatam que muitos dos policiais estão encarcerados em um presídio comum, separados de outros detentos apenas pelo que eles chamam de "muro da morte", o que expõe esses profissionais a um risco constante e inaceitável.
O Ministério Público do Estado do Amazonas (MPAM) já havia identificado diversas irregularidades no antigo Núcleo Prisional da PM, localizado no bairro Monte das Oliveiras, onde os PMs estavam custodiados. Os policiais, em sua maioria, enfrentam acusações de crimes graves, como homicídio, crimes sexuais, roubo e extorsão, o que agrava ainda mais a situação dos que se dedicaram à segurança pública.
A Comissão de Familiares argumenta que a manutenção dos policiais militares no sistema prisional comum infringe a Constituição e os regulamentos militares. Eles enfatizam que os membros da corporação deveriam ser custodiados em unidades apropriadas, e não em presídios gerais, onde sua segurança está comprometida.
Por fim, o manifesto convoca os policiais militares da ativa a se unirem e assinarem um abaixo-assinado em apoio aos colegas detidos. O grupo alerta que a situação atual pode criar um perigoso precedente, onde qualquer policial pode, a qualquer momento, encontrar-se na mesma situação de vulnerabilidade, destacando que a dignidade de um policial afeta toda a corporação.
Fonte: D24AM