Famílias se opõem à transferência de PMs presos no Amazonas e alertam sobre riscos
Na manhã desta terça-feira (12), familiares de custodiados protestaram contra a transferência de 70 PMs para nova unidade prisional, apontando riscos à segurança dos presos.

Manaus registrou um clima de tensão nesta terça-feira (12), quando 70 custodiados do antigo Núcleo Prisional da Polícia Militar do Amazonas foram transferidos para a nova Unidade Prisional da Polícia Militar (UPPM/AM), localizada na BR-174. Famílias dos presos se reuniram em frente à unidade, manifestando seu descontentamento e preocupações sobre a segurança dos custodiados caso fossem enviados para presídios comuns.
Conforme relatos de familiares e advogados, houve dificuldades de comunicação entre os órgãos responsáveis, que não informaram de maneira adequada sobre a transferência. Durante a operação, advogados teriam sido impedidos de se comunicar com seus clientes, o que gerou ainda mais apreensão entre os familiares.
Vale ressaltar que a antiga unidade prisional foi cenário de uma fuga em massa de 23 policiais em fevereiro deste ano e agora está sendo desativada. O advogado de defesa, Henrique Vasconcelos, refutou a ideia de que houve uma fuga, afirmando que a situação atual é semelhante àquela do incidente anterior, e que todos os custodiados retornaram após serem ouvidos.
O presidente da Associação de Praças dos Policiais e Forças Militares do Amazonas, Gutemberg Silva, reconheceu as deficiências nas condições do núcleo prisional, mas criticou a decisão de transferir os presos para a BR-174. Ele destacou que a nova unidade inclui presos comuns, o que poderia gerar riscos adicionais para os agentes que foram detidos.
A transferência dos custodiados faz parte da Operação Sentinela Maior, realizada pelo Ministério Público do Estado do Amazonas em parceria com a Polícia Militar e a Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (SEAP). Com a desativação da antiga unidade, as preocupações com a segurança dos custodiados e a falta de alternativas mais seguras continuam a ser um tema de debate entre as autoridades e as famílias dos presos.
Fonte: D24AM