Festival destaca artistas trans e travestis na cultura amazonense
De 30 de abril a 3 de maio, Manaus sedia o TRANSamazônicaS, um festival que promove a inclusão de artistas trans e travestis na cena cultural local.

Manaus receberá, entre os dias 30 de abril e 3 de maio, o TRANSamazônicaS – Festival de Teatro Trans da Amazônia, promovido pelo KUMA Espaço de Criação. A iniciativa visa a formação, circulação artística e a valorização do protagonismo de artistas trans e travestis na cultura do Amazonas.
As atividades do festival ocorrerão em diversos locais da cidade e incluem apresentações gratuitas, com acessibilidade em Libras. O evento é parte do projeto TRANSamazônicas, que foi contemplado pelo Edital Cultura Trans 2024, através da Política Nacional Aldir Blanc (PNAB), sob a coordenação da Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Amazonas.
Um dos momentos mais significativos do festival foi a aula aberta chamada Encontro Transpofágico, liderada pela respeitada atriz e dramaturga Renata Carvalho na Universidade do Estado do Amazonas. Durante essa atividade, foram abordados temas como representatividade, transfake, estereótipos e a ética nas produções artísticas, promovendo um debate rico sobre a realidade dos artistas trans.
Um dos destaques da programação é a apresentação de “Antígona Travesti”, que teve sua estreia em 2024 em Roma, na Itália. A versão que será apresentada em Manaus é inédita, sendo construída com a participação de 17 artistas travestis e mulheres trans da região, resultado de uma residência artística que fomentou a troca de experiências e a formação cênica.
Além de “Antígona Travesti”, o festival contará com outras atrações. No dia 30 de abril, será exibido o solo “Deusa Profana”, de Randy Souza, que retrata a vida de uma pessoa trans. No dia 1º de maio, a CUFA Amazonas receberá “As Aventuras da Madama Mimi”, uma contação de histórias que mistura humor e crítica social. Já nos dias 2 e 3 de maio, o público poderá assistir novamente a “Antígona Travesti”, que aborda questões de poder e dignidade em uma narrativa contemporânea.
Fonte: D24AM