Forças Armadas vão apoiar logística das eleições de 2026 no Acre
As Forças Armadas vão auxiliar na logística das eleições de 2026 no Acre e em mais seis estados, transportando urnas e equipamentos em áreas remotas.

As Forças Armadas do Brasil prestarão apoio logístico à Justiça Eleitoral durante as eleições gerais de 2026, especialmente em municípios do Acre e de outros seis estados. Essa atuação foi autorizada pelo Decreto nº 13.073, publicado no Diário Oficial da União em 21 de julho de 2026, e visa facilitar o transporte de urnas eletrônicas, equipamentos e equipes eleitorais para regiões de difícil acesso.
Para a execução dessa logística, os militares utilizarão aeronaves, embarcações e viaturas. A definição dos locais e do período de atuação das Forças Armadas dependerá de requisições feitas pelas autoridades competentes. Além do Acre, o suporte será estendido aos estados do Amazonas, Amapá, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Rio de Janeiro e Roraima.
Durante o período eleitoral, os militares atuarão em 42 municípios e 128 localidades. No Acre, a votação começará às 6h e se encerrará às 15h no dia 4 de outubro, com um possível segundo turno em 25 de outubro para cidades que possuem mais de 200 mil eleitores registrados. Os eleitores acreanos escolherão, entre outros, o presidente da República e os governadores.
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) autoriza o envio de forças federais a partir de solicitações dos Tribunais Regionais Eleitorais (TREs). Além do transporte de materiais, as Forças Armadas poderão ser convocadas para ajudar na manutenção da ordem pública, caso haja necessidade de suporte à segurança nas eleições.
Desde 1965, o apoio das Forças Armadas ao processo eleitoral faz parte da legislação brasileira, garantindo a realização das eleições em áreas remotas. No último dia 17 de junho, autoridades de segurança pública e da Justiça Eleitoral se reuniram em Rio Branco para discutir um plano integrado para as eleições no Acre, abordando a segurança no transporte das urnas e a comunicação entre o TRE e as forças de segurança, incluindo a Polícia Federal.
Fonte: Portal Amazônia