Fumaça impede combate aéreo a incêndios florestais no Amazonas
A fumaça dos incêndios florestais bloqueou voos de combate no Amazonas, segundo o Ibama. A situação provoca a suspensão temporária das operações aéreas.

MANAUS - A fumaça gerada pelos incêndios florestais no Amazonas causou a suspensão das operações aéreas de combate aos incêndios neste sábado, dia 17. O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) informou que a baixa visibilidade nos aeroportos de Manaus inviabilizou os voos das equipes.
A retomada das operações aéreas está condicionada à melhora das condições meteorológicas. Esta interrupção das atividades ocorre em um cenário onde os focos de calor estão aumentando e a qualidade do ar na capital amazonense está em deterioração.
De acordo com dados da Defesa Civil de Manaus, o número de focos de calor saltou de 226 na sexta-feira, dia 16, para 705 no sábado, dia 17. O Ibama explicou que quando a visibilidade aérea cai abaixo dos 5 mil metros, conforme as normas de segurança da aviação, os voos são automaticamente suspensos.
Os aviões e helicópteros são fundamentais no combate ao fogo, já que os aviões lançam água diretamente sobre as áreas afetadas e os helicópteros transportam brigadistas e equipamentos, além de dar apoio às equipes em solo. O avião KC-390 da Força Aérea Brasileira também deverá reintegrar a operação após a finalização de serviços de manutenção.
Para aumentar a eficiência no combate aos incêndios, o Ibama está ajustando a distribuição das aeronaves. O planejamento inclui a utilização de aviões Air Tractor para combate direto ao fogo e do KC-390 para lançamentos de grandes volumes de água. A força-tarefa mobilizada pelo governo federal conta ainda com cerca de 250 brigadistas em campo e 40 brigadistas federais a caminho para reforçar as equipes.
Fonte: Amazonas Atual