Gestão de Renato Junior na Seminf gasta R$ 3 bilhões, mas Manaus continua esburacada
O relatório da Prefeitura de Manaus revela que Renato Junior gastou mais de R$ 3 bilhões em infraestrutura, mas a cidade ainda enfrenta graves problemas nas vias.

O Relatório Resumido da Execução Orçamentária, que a Prefeitura de Manaus é obrigada a divulgar no final de janeiro, mostra que o ex-secretário da Secretaria Municipal de Infraestrutura (Seminf) e atual prefeito, Renato Junior, gerenciou um orçamento mensal médio superior a R$ 81 milhões durante sua gestão. Em 2024, os gastos com infraestrutura urbana alcançaram o montante de R$ 1,115 bilhão.
Entre os anos de 2022 e 2025, quando esteve à frente da Seminf, Renato gastou aproximadamente R$ 3,961 bilhões em infraestrutura urbana. Apesar dos altos investimentos, a situação das ruas de Manaus permanece crítica, com muitos trechos esburacados e asfalto de péssima qualidade, gerando insatisfação entre a população e parlamentares.
O relatório também revela que, somente em 2025, a administração municipal alocou R$ 1,019 bilhão para a função de urbanismo e subfunção de infraestrutura urbana, que englobam ações de construção, manutenção e melhorias nas cidades. O ano de 2024 foi o que registrou os maiores gastos nesta área, totalizando R$ 1,115 bilhão.
Apesar do investimento significativo, a gestão de Renato Junior enfrentou críticas pela ineficiência em resolver os problemas das vias urbanas. Em julho de 2025, chegou a ser apresentado um pedido na Câmara Municipal de Manaus (CMM) para a criação de uma CPI dos Buracos, com o objetivo de investigar a execução de obras de recapeamento e manutenção viária, além da aplicação de recursos públicos.
Recentemente, o prefeito Renato Junior solicitou apoio ao governador Roberto Cidade para o asfaltamento das ruas da capital. A resposta de Cidade foi contundente: “O Estado do Amazonas faz a sua parte com a prefeitura; o que falta é gestão”. O governador também destacou que, entre 2019 e 2026, a Prefeitura de Manaus recebeu quase R$ 18 bilhões em transferências de ICMS e IPVA, evidenciando a necessidade de uma gestão mais eficiente dos recursos disponíveis.
Fonte: D24AM