Gianluca Prestianni, do Benfica, é suspenso por ofensas racistas a Vinícius Júnior
O atacante argentino Gianluca Prestianni foi suspenso pela UEFA por insultos racistas dirigidos ao brasileiro Vinícius Júnior. O Benfica confirmou a sanção nesta sexta-feira (24).

Em Lisboa, o atacante argentino Gianluca Prestianni, do Benfica, recebeu uma suspensão oficial da UEFA após ser denunciado por fazer ofensas racistas contra o brasileiro Vinícius Júnior, que atua pelo Real Madrid. A confirmação da decisão foi divulgada pelo clube português nesta sexta-feira, dia 24 de fevereiro, detalhando a gravidade da sanção imposta ao jogador.
O Órgão de Controle, Ética e Disciplina da UEFA decidiu aplicar uma pena de seis jogos de suspensão por comportamento discriminatório. Essa punição é dividida em três jogos de suspensão efetiva, que precisam ser cumpridos imediatamente, e outros três jogos em período probatório, que poderão ser aplicados em caso de reincidência no prazo de dois anos.
Com a decisão, Prestianni ficará fora das duas próximas partidas do Benfica em competições europeias. Além disso, existe a possibilidade de que a FIFA amplie a punição para o âmbito global, o que poderia impedir o jogador de participar de partidas da Copa do Mundo, caso venha a ser convocado.
O episódio de racismo ocorreu no dia 17 de fevereiro, durante um jogo entre Benfica e Real Madrid pelos playoffs da Liga dos Campeões, realizado no Estádio da Luz. De acordo com a denúncia feita por Vinícius Júnior, o atacante argentino o teria chamado de "mono", uma ofensa racista em espanhol. Apesar de Prestianni ter negado as acusações, as investigações da UEFA corroboraram as alegações de comportamento discriminatório.
Essa decisão reforça a política de tolerância zero da UEFA em relação ao racismo nos estádios europeus. Para o Benfica, a condenação não só implica na ausência de Prestianni nas próximas partidas, mas também gera um desgaste significativo na imagem institucional do clube. O staff de Vinícius Júnior e o Real Madrid ainda não se pronunciaram oficialmente sobre a decisão, mas muitos veem esse veredito como uma vitória importante na luta contra as agressões sistemáticas que o brasileiro tem enfrentado na Europa.
Fonte: D24AM