Gilmar Mendes pede desculpas por comparação inapropriada sobre homossexualidade
O ministro Gilmar Mendes se retratou após usar a homossexualidade como exemplo de ofensa em entrevista. Ele reafirmou a luta contra a difamação do STF.

Na noite da última quinta-feira, 23 de novembro, o ministro Gilmar Mendes, decano do Supremo Tribunal Federal (STF), utilizou suas redes sociais para fazer uma retratação pública. Ele reconheceu que cometeu um erro ao mencionar a homossexualidade como um exemplo de conteúdo injurioso durante uma entrevista ao portal Metrópoles.
A polêmica começou quando Gilmar comentava sobre os limites da sátira em relação a autoridades. Durante a entrevista, ele citou o ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), e questionou se Zema não se sentiria ofendido se fosse representado como um boneco homossexual, o que gerou reações negativas.
Após a repercussão negativa de sua analogia, o ministro expressou seu pedido de desculpas no X (antigo Twitter): “Errei quando citei a homossexualidade ao me referir ao que seria uma acusação injuriosa contra o ex-governador Romeu Zema. Desculpo-me pelo erro. E reitero o que está certo: há uma indústria de difamação contra o Supremo e vou enfrentá-la”, afirmou.
A fala de Gilmar Mendes surgiu em um contexto mais amplo, relacionado a uma queixa-crime que ele move contra o ex-governador. O ministro pediu a inclusão de Zema no Inquérito das Fake News, que está sob a relatoria de Alexandre de Moraes, após a divulgação de um vídeo intitulado “Os Intocáveis”, onde Gilmar e o ministro Dias Toffoli são representados por fantoches.
Na entrevista original, Gilmar defendeu que figuras públicas devem ter responsabilidade ao usar as instituições como alvo de piadas. Ele fez uma analogia entre a sátira política e acusações de corrupção, questionando onde termina o humor e onde começa o crime de injúria. Apesar de se desculpar pela menção específica à homossexualidade, o ministro continuou a afirmar que as redes sociais estão sendo utilizadas para disseminar calúnias contra os magistrados do STF.
Fonte: D24AM