Goleiros de Manaus ajustam técnicas para encarar diferentes gramados
Em Manaus, preparadores de goleiros adaptam treinamentos às variações dos campos, desde sintéticos até de terra, visando melhorar a performance dos atletas.

Na capital amazonense, os goleiros enfrentam um desafio adicional nas competições devido à diversidade de gramados disponíveis. Desde os campos com piso sintético até aqueles de terra batida, as variações exigem ajustes nas mecânicas de queda e tempos de reação dos atletas. Para lidar com essa situação, os preparadores da escola de goleiros estão adaptando suas técnicas para alinhar os treinos à realidade dos jogos.
Flávio Guedes, preparador de goleiros do Amazonas FC, e Pedro Lopes, que atua no Fast Clube, estão comprometidos em equilibrar a alta performance dos atletas com os desafios impostos pelos solos irregulares. Esses terrenos costumam ser prejudiciais tanto para as articulações quanto para a execução das defesas. Flávio acredita que é possível transformar o ambiente em uma oportunidade de desenvolvimento.
“Conciliamos perfeitamente os treinamentos para atletas profissionais, em fase de iniciação e para a categoria amadora. A maioria dos campos de Manaus é de terra ou barro, então trabalhamos com essa realidade, usando-a para gerar dificuldades, mas também para corrigir movimentos e decisões dos goleiros”, afirma Flávio, destacando a importância de corrigir vícios de posicionamento.
Para evitar que os treinos em pisos duros se tornem um trauma ou causem lesões, é essencial uma divisão clara das cargas de trabalho e níveis de habilidade. Segundo Pedro Lopes, essa metodologia permite que cada aluno progrida sem pular etapas. “Fazemos divisões para que um professor se concentre nos alunos com mais dificuldades, enquanto outro trabalha com quem já compete, garantindo um aprendizado mais completo”, explica.
A adaptação técnica também tem sido crucial para ajudar atletas a superarem lesões graves e o medo de novas quedas. Um exemplo é o árbitro e jornalista Diego Santos, que, após romper o ligamento cruzado do joelho esquerdo em 2024 e passar por cirurgia, encontrou na escola uma forma de recuperar a confiança. “Com os ajustes nos treinos, fui perdendo o receio e hoje voltei a jogar com amigos e família”, celebra Diego. O centro de treinamento também compartilha atividades nas redes sociais, como no Instagram (@ldpersonalsoccer), onde Lucas publica vídeos das aulas.
Fonte: D24AM