Governo da Bahia solicita prisão de prefeito de Salvador por ônibus
O Governo da Bahia pediu a prisão do prefeito de Salvador por descumprir ordem judicial sobre a frota de ônibus durante as eleições. A ação visa garantir o direito ao voto dos eleitores.

MANAUS — No último domingo (25), o Governo da Bahia, sob a liderança de Jerônimo Rodrigues (PT), solicitou a prisão em flagrante do prefeito de Salvador, Bruno Reis. O pedido de prisão é fundamentado no suposto descumprimento de uma ordem da Justiça Eleitoral que determinava a operação integral da frota de ônibus na capital durante o segundo turno das eleições.
A solicitação foi feita pela Procuradoria-Geral do Estado (PGE) ao Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TRE-BA). Essa ação foi movida pela Federação Brasil da Esperança, que inclui os partidos PT, PCdoB e PV, alegando que a prefeitura reduziu a frota de ônibus em mais de 50%, o que prejudicou o deslocamento dos eleitores aos locais de votação.
No documento, assinado pelo procurador Frederico A. V. Oliveira, o governo baiano destaca que a prefeitura não apresentou provas do cumprimento da determinação judicial, mesmo após o término do prazo estabelecido pelo tribunal. A petição também requer a prisão em flagrante do prefeito Bruno Reis, além de qualquer pessoa que se recuse a cumprir a decisão da Justiça Eleitoral.
Em resposta a essa situação, o presidente do TRE-BA, desembargador Maurício Kertzman Szporer, ordenou a restauração imediata da frota de transporte coletivo em Salvador, com a mesma frequência dos dias úteis e gratuidade para os passageiros. A medida deve ser mantida durante todo o período de votação e ainda garantir o retorno dos eleitores para casa.
A Prefeitura e as empresas de transporte coletivo foram advertidas a seguir essa determinação, sob pena de multa de R$ 1 milhão por hora de descumprimento. Além disso, o magistrado solicitou que informações sobre o ocorrido fossem enviadas à Polícia Federal e à Procuradoria Regional Eleitoral para investigação de possíveis crimes eleitorais. O pedido de prisão do prefeito ainda precisa ser analisado judicialmente, não significando que a prisão já tenha sido decretada.
Fonte: Amazonas Atual