Governo do AM utiliza drones para titular terras e mapear áreas
O Governo do Amazonas está empregando drones para aprimorar a regularização fundiária, facilitando o acesso a documentos de imóveis. Em 2025, foram registrados mais de 10 mil atos de regularização.

O Governo do Amazonas, por meio da Secretaria de Estado das Cidades e Territórios (Sect), tem investido no uso de drones de alta tecnologia para acelerar e aumentar a precisão nos processos de regularização fundiária no estado. Essa tecnologia é essencial para facilitar o acesso à documentação definitiva de imóveis, especialmente em áreas que são urbanas ou rurais e de difícil acesso.
Em 2025, mais de 10 mil atos de regularização foram registrados, refletindo o avanço nas políticas públicas que visam garantir a segurança jurídica da população. No início de 2026, a tecnologia foi fundamental na entrega de títulos definitivos no bairro Santa Etelvina, na zona norte de Manaus, onde mil famílias receberam a documentação de seus imóveis.
Entre os equipamentos utilizados pela Sect, destaca-se o drone DJI Matrice 210 RTK V2, uma das plataformas mais robustas do mercado para aplicações técnicas e governamentais. Esse modelo possui um sistema RTK integrado, que assegura precisão de posicionamento em nível centimétrico, algo crucial para levantamentos topográficos e georreferenciamento de imóveis.
A secretária da Sect, Renata Queiroz, enfatiza o impacto positivo da tecnologia na vida das pessoas, afirmando que “o drone é uma ferramenta que traz precisão e agilidade ao nosso trabalho, mas, acima de tudo, ele contribui para a realização de um sonho”. O drone é versátil, compatível com diferentes sensores e câmeras, permitindo desde mapeamentos detalhados até análises ambientais específicas.
No contexto do Amazonas, onde as distâncias são extensas e a floresta apresenta desafios logísticos, o uso de drones representa uma mudança significativa. O tempo necessário para o levantamento de dados foi reduzido de semanas para poucos dias, além de reduzir os custos operacionais e aumentar a segurança das equipes em campo. Embora a tecnologia tenha avançado, o processo de titulação ainda requer a atuação de profissionais especializados, como engenheiros agrimensores e cartógrafos, garantindo que todas as etapas sejam cumpridas para a emissão do título definitivo.
Fonte: D24AM