Governo lança campanha nacional para coleta de DNA de familiares de desaparecidos
Iniciativa visa ajudar na identificação de pessoas desaparecidas através do DNA de parentes. Mobilização vai até 28 de outubro em 342 postos pelo Brasil.

O Ministério da Justiça e Segurança Pública, em conjunto com os institutos de perícia federal e estaduais, deu início, nesta segunda-feira (24), à quarta Mobilização Nacional de Coleta de DNA de Familiares de Pessoas Desaparecidas. A campanha tem como principal objetivo incentivar os familiares a doarem amostras de DNA, que são essenciais para ajudar na identificação e localização de pessoas que estão desaparecidas.
A mobilização ocorrerá até a próxima sexta-feira (28) e contará com 342 postos de coleta espalhados por todas as unidades da Federação, incluindo o Palácio da Justiça, sede do ministério em Brasília (DF). É importante ressaltar que, mesmo após o término da campanha, as doações poderão ser realizadas em laboratórios ou institutos de perícia a qualquer momento, independentemente do tempo em que a pessoa tenha desaparecido.
Os interessados em participar devem se dirigir a um dos postos de coleta, levando um documento de identificação e, se possível, uma cópia do Boletim de Ocorrência (BO) relacionado ao desaparecimento. O Ministério recomenda que a doação seja feita por parentes de primeiro grau da pessoa desaparecida, seguindo a ordem: pai ou mãe biológicos, filhos biológicos, o outro genitor e, por último, irmãos biológicos. Crianças também podem participar, desde que acompanhadas por um responsável legal.
A coleta do material genético é um processo simples, que pode ser realizado de duas maneiras: utilizando um cotonete no interior da boca do doador ou obtendo uma gota de sangue do dedo. É fundamental destacar que o DNA coletado será utilizado exclusivamente para a identificação de pessoas desaparecidas e não poderá ser empregado para outros fins.
Após a coleta, o DNA dos familiares será comparado com amostras de pessoas não identificadas, tanto vivas quanto falecidas, que estão cadastradas em bancos de DNA. Se houver correspondência de parentesco, os peritos elaborarão um laudo oficial que será enviado à delegacia responsável, que então entrará em contato com a família para informar sobre os resultados.
Fonte: Amazonas Atual